quarta-feira, 27 de maio de 2015

As malas da Maria Eugenia - Adotada MTV

Maria Eugenia "Adotada MTV" - com seus 'Cameos' nas Malas 
No final de fevereiro, Luiz Pagano foi procurado por sua sobrinha Maria Eugenia Suconic, protagonista do reality Adotada MTV para criar os rostinhos apresentados nas malas e em outros objetos que aparecem na segunda temporada do programa.

“As malas não poderiam só ter as imagens do rosto dela, deveriam ir além. Os desenhos devem carregar constantemente parte da personalidade dela, onde quer que ela vá”, descreve Pagano.

read this article in English

Para dar segmento aos desenhos o artista resolveu adaptar a antiga arte dos camafeus.

O uma das explicações para o termo camafeu, é de que tem origem na palavra "Cameo" ou “Kame'o”, usada na linguagem cabalística para designar um "quadrado mágico", i. e. uma espécie de talismã usado pelas senhoras que encomendavam essas pecas esculpidas em conchas.
Nessa temporada  Pagano adota o grafismo e semiotica das grifes de luxo

A técnica, desde então, vem passando por ressurgimentos periódicos, no início do Renascimento, e novamente nos séculos 18 e 19. O renascimento neoclássico começou na França, com o apoio de Napoleão.

Por que Cameo? - responde Pagano “Não posso usar o termo camafeu, pois nesse caso as conchas, tradicionalmente usadas como base para produzir os camafeus, foram substituídas por malas. Decidi então usar o termo cabalístico ‘cameo’ como uma forma de desejar boa sorte para minha sobrinha nessa nova temporada.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Chocolate e Cupulate - desde a floresta amazônica para a mesa dos melhores restaurantes internacionais

Instalações da Dona Nena na ilha do Combu


Quando os clientes sofisticados de restaurante DOM em São Paulo Brasil comer suas sobremesas exóticas feitas com chocolate da Dona Nena, eles não são capazes de perceber a seqüência impressionante de gestão de idéias, recursos e pessoas mobilizadas para que este chegue em suas mesas.

read this article in English

Antes de ir além com essa matéria, é importante que se diga que, para comemorarmos os 15 anos de vida e 7 anos do Blog, após uma longa historia de geração de idéias, nos da Blemya resolvemos sairmos do escritório e irmos para campo, para pesquisar um lindo trabalho de talento, de gente e de ciência - a historia dos chocolates e cupulates da Dona Nena, da ilha do Combu.

Este artigo, junto com tanos outros,  é a continuação de um post que escrevi em 2012 neste mesmo blog, no qual perguntei "como seria o Brasil se a cultura Tupi tivesse superado a cultura portuguesa?" (saiba mais).

Essa pergunta me ocorreu no início dos anos 2000, quando eu ilustrava para a revista Superinteressante, mais precisamente para a seção "Superfantástico", na qual perguntavam "e se..." (Ilustrei "e se pudéssemos nos teletransportar" - edição 175, maio de 2002 e "e se os gregos nunca tivessem existido" edição 175 do mesmo ano).

Todos esses quetionamento me fizeram ciriar o movimento Nova Tupi e o estilo artistico Tupi Pop (saiba mais).


Junto com o time de mixologistas da Pernod Ricard criamos o projeto Tembi-u (do Guarani neológico "tembi'uapokuaa" que literalmente significa "saber ou ciência de fazer comida"), com o objetivo de levar elementos de excelência da cultura brasileira para a coquetelaria e gastronomia mundial.
Time do Projeto Tembi-u

Para chegarmos as instalações de Dona Nena, partimos de Belém rumo a Ilha do Combu, pelo rio Guamá, são três quilômetros via voadeiras, uma embarcação típica da região amazônica.

Foi somente em 2006 que Dona Izete dos Santos Costa (Dona Nena), que já vendia objetos com o fruto do cacau, chamadas de biojoias, passou a vender uma antiga receita familiar de chocolates e brigadeiros na praça Batista Campos, em Belém PA.

Tudo ia bem, mas um problema levou Dona Nena a ter a primeira de muitas boas idéias.

A amêndoa do cacau usada para fazer o brigadeiro era moída no pilão, método trabalhoso e cansativo. Ao pensar em algo que pudesse moer com menos esforço, encontrou no moedor de carne uma alternativa viável, com isso não só tinha menos trabalho para fazer as receitas como também verificou que a qualidade da massa havia melhorado muito.

Dona Nena protegendo a caixa de abelhas do ataque das formigas

Ela percebeu que o grão ficava mais fino e o processo, ficara mais higiênico, alem do que, conseguiu dar liga à massa sem precisar adicionar açúcar, criando uma fórmula de chocolate 100% cacau.

A sua nova receita foi descoberta pelo chef paraense Thiago Castanho, do Recanto do Peixe/do Bosque e com isso as deliciosas barrinhas de chocolate embaladas na folha do cacaueiro, cacau em pó, brigadeiros e nibs (granulado de cacau que cobre o brigadeiro) foram para ainda alem do estado do Pará e chegaram ao premiado restaurante D.O.M. do chef Alex Atala,

Caixa de Abelhas no padrão EMBRAPA para abelhas da espécie uruçu-amarela (Melipona flavolineata) 
Ela não parou por ai, desenvolveu também o chamado ‘Cupulate’, barrinhas e brigadeiros feitos não com massa de cacau, mas sim com a mucilagem do cupuaçu. O resultado é de uma sobremesa deliciosa, rica em aminoácidos ainda mais doce que o chocolate e menos amargo.

Até mesmo a frutificação dos cacaueiros e dos cupuaçuzeiros tiveram interferências cientificas, com o objetivo de respeitar o meio ambiente. Dona Nena acrescentou ao seu já grande repertorio de inovações a meliponicultura, num projeto em conjunto com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Amazônia Oriental e Universidade Federal do Pará, os recurso vieram de uma financiamento do CNPq.
Abelha da espécie uruçu-amarela (Melipona flavolineata) 

Cinco caixas de abelhas sem ferrão da espécie uruçu-amarela (Melipona flavolineata) foram instaladas na propriedade de Dona Nena, na ilha do Combu.

Alem da disseminação da meliponicultura e à educação ambiental resultante, essas iniciativas mudam para melhor a vida da população ribeirinha ao redor de Dona Nena, “essas abelhas não polinizam só o cacau e o cupuaçu”, afirma ela, “mas também auxiliam na frutificação de outra importante fonte de renda aqui da ilha, o açaí".

Palestra de Luiz Pagano na qual ele explica os desenvolvimentos do projeto Tembi-u 
Segundo o pesquisador Cristiano Menezes, o objetivo  é capacitar a produtora nas técnicas de manejo das abelhas sem ferrão e demonstrar os resultados para os demais moradores da ilha, como forma de atraí-los para a atividade. Além da polinização de espécies frutíferas como o açaí, as abelhas uruçu-amarela produzem mel que pode ser explorado como fonte de renda.

Os próximos passos envolverão visitas para demonstrar as técnicas de alimentação artificial dos insetos. "Como nesta época do ano a produção de mel é reduzida em função da baixa quantidade de flores disponíveis, as abelhas necessitam de alimentação suplementar", explicou o pesquisador Cristiano Menezes. Com o fim do período de chuvas, as florações se intensificam e as abelhas voltam a produzir mel.

chocolate e cupulate embalados na folha do cacaueiro, cacau em pó, brigadeiros e nibs (granulado de cacau que cobre o brigadeiro) 



O Porjeto Tembi-u e Blemya prometem ser o inicio de uma serie de atividades de valorização das pessoas e suas culturas em projetos econômicos viáveis e sustentáveis.

Blemya 15 anos

Historia da Blemya  - Luiz Pagano & Mauricio Bozzi - importação de vodkas da Russia
Веда – русская водка ft. business press
O que é Blemya? 

Através da representação de Blemya, Luiz Pagano personifica o Brasil frente aos outros países do mundo. Para ele, Blemya representa o povo brasileiro, que muitas vezes é percebido como diferente e as vezes, até mesmo assustador aos olhos do resto do mundo. No entanto, Pagano enxerga essa diferença como uma oportunidade de transformação.

Blemya, é retratada como uma monstrinha, um ser evoluído, em perfeita harmonia entre intuição e ciência, com o coração próximo ao cérebro. Essa representação simbólica ilustra a capacidade do povo brasileiro de unir elementos emocionais e racionais, integrando sabedoria intuitiva e conhecimento científico.

Ao ressignificar a percepção do Brasil, Pagano busca mostrar que o país possui potencial para alcançar uma evolução social, cultural e científica harmoniosa. Sua visão artística desafia estereótipos e destaca a habilidade do Brasil em integrar diferentes aspectos e perspectivas, buscando construir um futuro melhor.

Luiz Pagano na Feira de Chicgo, Il - Maio de 1997 (National Restaurant Association both) ft. business press

Luiz Pagano é um explorador da identidade brasileira, um defensor da riqueza cultural e das tradições do Brasil. Através de sua arte, ele promove a valorização do país e estimula a transformação, convidando-nos a repensar nossas percepções e a abraçar a diversidade como um caminho para um futuro mais brilhante e promissor.

Antecedentes Históricos

No ano de 1271, Marco Polo um mercador veneziano fez uma viagem de 24 anos para a Ásia Central, desses ele passou 17 anos somente na China controlada pelos Mongóis e serviu como um enviado estrangeiro especial para o grande Kublai Khan - Provavelmente, não tinha idéia de que suas aventuras mudariam o mundo.

Ao retornar, Marco não trouxe grandes riquezas pessoais, apenas algumas bugigangas, um punhado de pérolas e presentes para a família e os amigos. Mas o grande tesouro não estava limitado a esses bens materiais - era muito maior do que isso, ele trouxe "Il Milione".

'Il Milione' o italiano para Million, foi o nome do livro detalhando os acontecimentos da viagem. Entre seus contos, os leitores encontrarão relatos precisos dessa terra desconhecida, como a idéia de papel-moeda, as massas, um grande sucesso na culinária italiana até hoje, entre outras coisas.

Mas lá também podemos encontrar alguns eventos sobrenaturais absurdos e um bestiário surpreendente, incluindo homens com características de cães, águias capazes de voar carregando elefantes e 'as Blemias’ - criaturas sem rosto com seus traços faciais no peito.

Nos dias atuais a superfície do planeta não representa mais um grande mistério, em média, mais de 8 milhões de pessoas estão voando por todo o planeta, nós mapeamos cada centímetro quadrado de terra - a globalização, que cresceu maciçamente nos anos 70 e 80 nos trouxe grandes benefícios, mas ainda assim, alguns grandes monstros estão à solta - xenofobia, racismo, discriminação entre os sexos, entre outros.

Ignorância parece ser o líder desses monstros, é o pior de todos juntos - precisamos de um monstro bom, maior, mais forte, capaz de superar a ignorância e todos os outros monstros.

Assim, com a presença desse monstro eficaz, chamado ignorância, criamos um herói mais eficaz: Blemya.

Blemyas pertencem a uma raça que evoluiu dos humanos, há apenas seres assexuados na tribo, e eles são indivíduos de intelecto brilhante e moral elevada.

Todos são tão espertos que conseguiram sobreviver em segredo do resto da humanidade por milênios, ajudaram a humanidade a alcançar o fim das guerras mundiais e nos livrarem de um armagedom nuclear, mas o trabalho que têm pela frente é enorme....

E ai, as Blemyas dão a dica de como fazer a população delas crescer:

Mantenha todas as situações pacíficas;

Esforce-se para conhecer a si mesmo - descubra qual é a sua melhor versão e seja essa pessoa;

Não há como mudar o passado, mas, a partir de agora, só tome decisões que façam com que você tenha um Karma mais feliz;

Não julgue pessoas e situações;

Veja as coisas da perspectiva da outra pessoa - pratique a empatia;

Levante-se acima;

Mantenha-se sempre atualizado com o Blog Blemya (www.blemya.com)

Você conhece o resto ...

Nossa história 

No ano de 1997, me associei a Mauricio Bozzi, um grande vendedor e um grande amigo para criamos uma empresa especializada na colocação de produtos com algum tipo de dificuldade de introdução de produtos no mercado, a Bozzi & Pagano.

read this article in English

O começo foi bem prospero, tínhamos a representação da linha de fogões industriais da Dynamic Cooking Systems, concorrente da também americana Viking e também terceirizávamos a equipe comercial do energético austríaco Flash Power, enquanto essa categoria ainda não tinha uma legislação especifica no Brasil, os negócios iam de vento em poupa.

Nos sentíamos privilegiados por termos tanta sorte nos negócios, viajamos, estávamos sempre em festas e encima de grande felicidade discutíamos como nosso mudo poderia ser melhor.

O Mauricio era um cara muito empreendedor, com foco em ganhar dinheiro, mas também curtia ajudar amigos em necessidade. Era comum nos juntarmos para fazer volumosas compras em um supermercado para amigos desempregados, ou juntarmos roupas para doações. Em 2008 vivíamos o boom dos energéticos, ganhávamos mais dinheiro do que precisávamos e passamos a dedicar parte de nossos ganhos para ajudar amigos necessitados.

Blemyas ao passar dos anos

Devido a uma certa imaturidade de nossa parte na época, nos escondíamos de nossas esposas esses ‘gastos com amigos’ e cada vez que elas perguntavam sobre onde estava dada quantia em dinheiro que tínhamos ganhado, dizíamos que uma ‘mosntrinha’ o havia devorado, dando a entender que havíamos gasto com uma possível amante.

Algum tempo depois, o Mauricio passou a trabalhar como empregado da Flash Power e eu tentava manter viva a empresa Bozzi & Pagano por minha própria conta. No mês de abril do ano 2000 tentávamos introduzir uma cachaça multidestilada no mercado brasileiro, bem como tentávamos exportá-la para alguns países que tínhamos contato, mas os negócios não iam bem. Ao levar a cachaça para um chef de cozinha francês aqui em São Paulo, sua avaliação foi frustrante:

“Você só está trabalhando com essa cachaça?” perguntou o chef, respondi que sim e ele então rebateu “essa cachaça é horrível, você não terá futuro nenhum com ela. Vou te indicar para uns amigos meus, que iniciam um negocio bem legal aqui no Brasil”.

E assim, numa segunda feira, 08 de maio de 2000 comecei a trabalhar como empregado na introdução da Veuve Clicquot no Brasil. Na quinta feira da mesma semana, fui tomar uma cerveja com o Mauricio para comemorar.

Luiz Pagano em Roma, dezembro de 1997. ft. business press


Ele ficou muito contente em me ver trabalhando com essa marca e também com a ajuda que o tal chef de cozinha havia me dado. Na mesa do bar, falavamos também sobre a empresa de cachaça, que tinha poucas chances de sucesso no formato em que se encontrava e cuja um dos sócios era parente de Antoninho da Rocha Marmo, uma criança santificada, responsável por inúmeros milagres na cidade de São Paulo.

Relembramos das diversas pessoas que tínhamos ajudado em épocas prosperas e decidimos que se um dia voltássemos a prosperar de novo, dedicaríamos parte de nossos ganhos para pesquisa e desenvolvimento de mecanismos inteligentes de ajuda humanitária, e assim, nossa monstrinha passaria a viver novamente.

Nesse instante lembrei-me de um sonho que tive, sobre uma viagem que fiz junto com a família de Marco Polo, na qual encontramos uma cidade futurística de Blemias, monstros sem cabeça que tinham suas faces no tórax.

As Blemias faziam parte de uma raça que havia evoluído dos humanos, só existiam mulheres na tribo, eram portadoras de intelecto brilhante. Em meu sonho, elas eram tão inteligentes que conseguiam sobreviver em segredo do resto da humanidade por milênios, em uma cidade nas alturas com um engenhoso projetor de hologramas que disfarçava a cidade inteira em uma montanha.
Sonho com as Blemyas - Agenda de Luiz Pagano, pagina de 11 de maio de 2000

Esse seres haviam ajudando a humanidade a chegarem no fim das guerras mundiais e a se livrarem da guerra fria nos anos 80 e 90 – a reprodução das blemias, mesmo em meu sonho, também era um mistério.

Decidimos que o nome dessa empresa de grande beneficio social seria Blemia, nada mais apropriado para uma empresa voltada ao comercio exterior, tal como Marco Polo foi, ter uma blemia, como mascote institucional. A blemia ou Blemya, como passamos a escrever, seria a empresa cuja mística de bondade em nossa sociedade seria tão grande como a do menino santo, Antoninho da Rocha Marmo.

Em 2007 eu criei um blog para a empresa, Bozzi & Pagano e também para a Blemya, já que não conseguíamos tirar a Blemya do papel ela passaria a viver virtualmente.

Meu sócio faleceu em dezembro de 2010 e nunca conseguimos reviver a Blemya em sua forma plena, ao menos na concepção que tivemos naquela quinta feira. Mas a Blemya vive – o Blog já teve perto de 200 mil acessos e grande parte de nossas idéias, algumas delas pioneiras são amplamente discutidas na internet.
Como vimos, as Blemyas existem apenas em um gênero, o feminino. A reprodução do Blemias não é mais um mistério, isso acontece quando um homem (a forma masculina para 'humanidade') ajuda outros de forma genuína.

Para mim é um grande orgulho continuar com esse projeto, eu tenho certeza que um dia viveremos em uma sociedade de pós-escassez, em que as religiões vão respeitarem umas as outras, dentro do princípio do omnismo, que vamos entender que o conceito de resíduos não existe e que a nossa proposta máxima, a de que somos indivíduos que devem interconectarem-se uns aos outros, neste planeta, com o espírito de fraternidade e ajuda mútua.

A Criação do Personagem

Quando eu era pequeno eu tinha o Kakun, um boneco feito pela minha vó Zuzu com pano azul de figuras brancas. Ele não tinha pescoço: a cabeça nascia direto do peito. Os olhos costurados eram penetrantes, como se me enxergassem por dentro. Era fofo e estranho ao mesmo tempo. Não era um brinquedo para agradar, mas para estar presente. Ele serviu de base para a Blemya.

Em 2014 criei um personágem com mais cara de toy art

Quando comecei a criar, quis reproduzir essa sensação — o desconforto que abre espaço para reflexão. Foi assim que nasceu a Blemya, evolução direta do Kakun, transformada em arquétipo.

A Blemya carrega a anatomia simbólica que me fascinava: sem boca, porque não precisa convencer; sem cabeça, porque não se limita ao racional puro; com olhos grandes no peito, capazes de perceber conexões invisíveis. Ela não veste marcas, não ostenta logotipos — sua identidade vem de dentro, em oposição ao consumismo que define valor pelo que se mostra.


Estudei formas, cores e monstros, mergulhei em linguagens como o
Tupi-Pop e o Novo Tupi, investiguei como figuras estranhas podem ensinar empatia em vez de medo. A Blemya é fruto dessa pesquisa e dessa busca: não é mascote, é arquétipo. Um monstro que não assusta, uma criatura sem cabeça que pensa com o coração, uma figura sem boca que comunica pela presença.

Ela surge como resposta aos “monstros” modernos — ignorância, racismo, xenofobia — oferecendo outra lógica: não lacrar, não cancelar, não impor.

Anos de rabiscos, de Tupi-Pop, de Novo Tupi, de estudos de psicopitihtafoa — como uma forma, uma cor, um monstro mexe com a nossa psique, como um ser estranho pode ensinar empatia em vez de medo. E entendi o ponto mais importante:


Blemya não lacra.

Blemya não cancela.

Blemya não dá bronca.

A Blemya surfa tipo Vadim Zeland.


Ela encarna a Prospenomics, a economia da prosperidade que estudo desde 1988, onde evolução significa transformar em vez de consumir, conectar em vez de isolar, perceber possibilidades onde outros só veem vazio.

Depois de muito tempo guardada, a Blemya finalmente se revela. Assim como o Kakun me impressionou na infância, ela agora se apresenta ao mundo como símbolo de uma arte que não busca agradar, mas lembrar. Uma criatura que nos convida a sentir mais profundamente — talvez exatamente o que precisamos para imaginar e construir um futuro melhor.




sexta-feira, 8 de maio de 2015

Roleta Russa Espacial

Atenção !! Cuidado com a nave espacial que vai cair entre hoje e amanhã!
Nesta edição extraordinária, a monstra Blemya, emite um alerta urgente sobre a queda de uma  nave espacial não-tripulada Progress 59, que está condenado a queimar na atmosfera da Terra nos próximos dias depois de não conseguir entregar mais de 3 toneladas de suprimentos para a Estação Espacial Internacional, o astronauta da Nasa Scott Kelly disse a repórteres em uma série de entrevistas na televisão. No video vemos vemos a Progress 59 caido rodando, despirocada, completamente fora de contole.

read this article in English

A bola de fogo será brilhante o suficiente para que seja vista a luz do dia, disse Krag. Mas com mais de 70% da superfície da Terra coberta pela água, e apenas 3% da terra densamente povoada, as chances de alguem testemunhar isso, e mesmo de  ser atingido por escombros é minuscula.

Holger Krag, chefe do escritório da Agência Espacial Européia reponsavel por 'detritos em queda' em Darmstadt, disse que o risco de alguém ser atingido pela queda das partes da nave Progress são extremamente remotas. Em seis décadas de voo espacial, ninguém jamais foi atingido pela queda de hardware do espaço, disse ele.

"Ela não vai cair em um bloco só" disse ele,  a maior parte será destruida entre 80 km e 70 km de altura, e um número muito limitado de componentes têm o potencial para chegar ao solo. Estes serão espalhados por uma enorme distância, de até 1000 km, de modo que você pode encontrar uma única peça a cada 100 quilômetros,m maios ou menos", Krag disse ao The Guardian.

Mas não se preocupe!! a cada ano, 100 toneladas de objetos em orbita no espaço re-entram na atmosfera, a maioria deles queimam-se antes de atingir o solo. Os 'Defutos orbitais', apendices de naves espaciais e restos de  foguetes caem na Terra a cada semana. Objetos grandes, do tamanho da nave de carga Progress, ou até maiores, re-entram na atmosfera terrestre pelos menos, uma vez ao ano.

Como a monstinha Blamya diz - Eu estou pouco me lixando para essa nave...

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Brincando de esconde-esconde nas nuvens


Cloudrunner é um tipo de 'jet sky aéreo’, que usa um invólucro de gases para obter parte de sua força ascensoral, conciliado com hélices de sustentação, como os helicópteros ou os‘drones’.
Uma das primeiras quebras de paradigmas de Santos=Dumont aconteceu no dia 4 de julho de 1898, quando voou no balão Brasil, que usava hidrogênio para obter força ascensoral em seu invólucro de 113m3, com apenas 6 metros de diâmetro, o menor balão jamais construído. Depois disso, outros tantos paradigmas foram quebrados por ele até o voo do mais pesado que o ar pelo 14Bis.

read this article in English

Sem duvida, o dirigível que Santos=Dumont mais gostou foi a da ‘Baladeuse’ (carruagem em francês), no ano de1903.

Tratava-se de fato de uma ‘carruagem aérea’, com um invólucro de 220m2 de hidrogênio, impulsionado por um motor Clement Bayard de 3hp, essa maravilha chegava a 30 km/h. O objetivo de Dumont com o ‘Baladeuse’ era criar um veiculo urbano que pudesse servir de pratico e elegante transporte individual.

Desde então, muito pouco vem se desenvolvendo no que diz respeito ao transporte aéreo individual, o ‘autogiro’ e o ‘jetpack’ são os que chegam mais perto disso.

Posto que a ciência parece estar travada nesse segmento, o sonho de subir aos céus, pulando de nuvem em nuvem, 110 anos depois, ainda é um sonho distante.

Para que não se perca as, a equipe do Blog NIMPS em parceria com Blemya criaram de forma ficcional o ‘CLOUDRUNNER’, também chamado de ‘cloudrider’.

Trata-se de um tipo de jetsky aéreo, que usa um invólucro de gases para obter parte de sua força ascensoral, conciliado com hélices de sustentação, tal qual os helicópteros ou os‘drones’.

'Cloudriders' brincando de esconde-esconde nas nuvens

Os motores de ascensão do ‘Cloudrider’ não são tão exigidos para tirar a aeronave do chão, posto que um sofisticado colchão de gases, com um sistema de mistura de gases, sob diferentes pressões, quase da conta disso sozinho.

Ele atinge grandes altitudes e o vôo pode ser silencio em algumas condições atmosféricas especificas propícias para se desligarem os motores, e sua velocidade varia muito de acordo com o vento.

Segundo nossos imaginários pilotos de teste, é impossível descrever a emoção de se brincar de esconde-esconde nas nuvens, tal qual um maroto anjo juvenil, dessa forma, somente um poeta como Wallace Stevens para nos passar as doces sensações de se deleitar nas nuvens.

“Os prazeres da mera circulação

O jardim revoava com o anjo
O anjo revoava com as nuvens
E as nuvens revoavam, e as nuvens revoavam
E as nuvens revoavam com as nuvens”.
Wallace Stevens

sábado, 14 de junho de 2014

A Excentricidade dos Cisnes Negros – Ferramenta indispensável para a Pós-Escassez

Tiffany e Pagano tem um estranho encontro com um Triceratops - Eventos inesperados tendem a ter sérios desfechos - saber lidar com os 'Cisnes Negros' é fundamental para chegar a um cenário de Pós-Escassez
Um dos grandes problemas da Pós-Escassez é o de como devemos lidar com os fatores desconhecidos.

Quando observamos o caso do Romildo e seus diversos graus de integração com a Pós-Escassez, percebemos que se ele fosse exposto a um fator desconhecido fatal, toda a historia estaria terminada. Ele poderia ter sido devorado por uma onça nos primeiros segundos, e não teria a chance de ser exposto aos diversos estágios da Pós-Escassez. Isso posto, qual seria a melhor forma de se preparar para o desconhecido?

read this article in English

Nassim Nicholas Taleb pode ter a resposta em seu livro "The Black Swan". A expressão deriva da presunção existente no Velho Mundo que todos os cisnes devem ser brancos, uma vez que não há registros históricos de cisnes negros relatados após o explorador holandês Willem de Vlamingh haver  descobri-los na Austrália Ocidental no ando de 1697.

A teoria do cisne negro ou teoria de eventos ‘cisne negro’ é uma metáfora que descreve um evento que se apresenta como sendo uma surpresa, tem um efeito importante, e muitas vezes é inadequadamente racionalizado até o surgimento do fato, com o benefício da retrospectiva.

A teoria foi desenvolvida por Nassim Nicholas Taleb para explicar:

O papel desproporcional de alto perfil, eventos raros e difíceis de serem previstos, e que vão além do âmbito das expectativas normais da história, ciência, finanças e tecnologia.

A não computabilidade por meios de métodos científicos da probabilidade de tais raros eventos, e suas consequências (devido à sua própria natureza de diminutas probabilidades)

Os fatores psicológicos que tornam as pessoas, individual e coletivamente cegas à incertezas e inconscientes do massivo papel desses raros eventos em suas consequências históricas.

O primeiro passo para lidar whith o Cisne Negro é saber como identificá-lo.

O evento é uma surpresa (para o observador).

O evento tem um efeito importante.

A previsibilidade de um evento não leva necessariamente a um desfecho favorável 

Após o primeiro registro do evento, que é racionalizado por retrospectiva, como se esse pudesse ser esperado; isto é, os dados relevantes eram disponíveis, mas não levados em consideração em programas de mitigação de risco. O mesmo é verdadeiro para a percepção individual dos indivíduos.

A idéia principal do livro de Taleb não é a tentativa de prever eventos cisne negro, mas sim construir robustez contra os eventos negativos que possam ocorrer e ser capaz de explorar os positivos. Taleb afirma que os bancos e as empresas de comércio são muito vulneráveis ​​a eventos cisne negro perigosos e estão expostos a prejuízos imprevisíveis. Sobre o tema de negócios em particular, Taleb é altamente crítico do uso generalizado do modelo de Distribuição Normal, como a base de cálculo de risco.

Em teoria da probabilidade, a Distribuição Normal (ou gaussiana) é uma distribuição de probabilidade contínua muito comumente ocorrem uma função que diz a probabilidade de que qualquer observação real cairá entre dois limites reais ou números reais, como a curva tende a zero em ambos os lados. Distribuições normais são extremamente importantes em estatística e são frequentemente usadas nas ciências naturais e sociais para variáveis ​​aleatórias de valor real, cuja distribuição não são conhecidos.

Um problema, rotulado por Taleb é a falácia lúdica, a crença de que a aleatoriedade não estruturada encontrada na vida se assemelha a aleatoriedade estruturada encontrada em jogos. Isso decorre do pressuposto de que o inesperado pode ser previsto por extrapolação a partir de variações em estatística com base em observações passadas, especialmente quando se usa essas estatísticas para representar amostras de uma distribuição normal. Essas considerações muitas vezes são altamente relevantes nos mercados financeiros, onde os principais jogadores às vezes assumem distribuições normais quando se utiliza modelos 'Value at Risk', embora os retornos do mercado costumam ter fartas distribuições de cauda.

Como devemos lidar com Cisnes Negros

A resposta para um Cisne Negro é invariavelmente: "Ah, sim, não foi possível antecipar este acontecimento!".

Como todas as civilizações passadas, nos só dominamos parcialmente nossas vidas. Não é possível prever um cisne negro, mas sempre haverá imprevistos.

E por fim, nós não temos consciência de que os grandes acontecimentos imprevistos tem maior impacto em nossa vida do que as previsíveis, menores tendências diárias!

A estranheza dos Cisnes negros e a forma que lidamos com eles, nos deixam mais fortes e mais criativos. A criatividade, associada ao pleno conhecimento, é a melhor ferramenta que podemos ter para prosperar num cenário de Pós-Escassez.


No uso popular, excentricidade (também chamada de estranheza) refere-se a um comportamento anormal ou estranho por parte de um indivíduo. Para os olhos distraídos, este comportamento normalmente seria percebido como incomum ou desnecessário, mas não se esqueça que quando as pessoas virem você reciclando a água, ou usando os movimentos das ondas para gerar energia para a sua casa, você será considerado como um cara excêntrico.

sábado, 3 de maio de 2014

'Os Heróis da Bruzundanga'

Assum Preto, o cangaceiro cego, a bela Mani, filha da terra e o Visconde Quaresma tem a missão de transformar a Bruzundanga de 2094

O titulo 'Os Heróis da Bruzundanga' refere-se ao conjunto de historias no formato de HQ, vividas por uma liga de três personagens brasileiros, que juntam seus talentos especiais e poderes para salvar o fictício pais da Bruzundanga de seus mais temíveis e improváveis vilões.

Saiba mais sobre os Her'is da Bruzundanga

Nessa ficção o Brasil é perfeito no que diz respeito a administração publica, nenhum traço de corrupção, a economia cresce vertiginosamente e nossa cultura é adorada no mundo todo.

O Brasil chegou nesse ponto quando uma linha de tempo alternativa foi criada a partir do momento que o então presidente, Floriano Peixoto decide aceitar as propostas de reforma apresentadas por Policarpo Quaresma no ano de 1893

Policarpo Quaresma, seus sobrinhos e descendentes passaram a estar a frente de todas as decisões políticas do Brasil, é como se uma nova família real surgisse (apesar da objeção dos Quaresmas à monarquia). Eles preferem ter seus cargos a titulo de ‘Os Guardiões da Ordem e do Progresso’.

Já a Buzundanga não, lá a corrupção corre solta, é um problema endêmico. As duas classes dominantes, a dos doutores e a dos novos ricos, mergulharam o pais num ciclo vicioso de crimes e corrupção; que de forma incomum aumentaram muito a distinção entre pobres e ricos.

Nesse cenário decadente a violência e o ódio ocupam todas as escalas sociais..

A genialidade de Lima Barreto e seus livros ‘Triste Fim de Policarpo Quaresma’, e ‘Os Bruzundangas (a qual não tenho a menor pretensão de me equiparar) servem como base e fundação para uma rica e infinita linha de personagens e aventuras.

Sempre fico incomodado pelo fato de Lima Barreto nunca ter tido um assento na Academia Brasileira de Letras, esse desconforto cresce exponencialmente quando se considera que o Sarney tem um – fazer o que né!?!?!

O ano é 2093, duzentos anos depois das reformas de Quaresma/Peixoto - o mandachuva da Bruzundanga (mandachuva é o termo que se usa para designar o presidente), Dr. Kasthriotoh Krat Ben preocupado com os aterrorizantes índices de subdesenvolvimento e corrupção convida uma liga de heróis da moderna e democrática dos Estados Omni Utocráticos do Brasil, um dos países mais avançados e copiados do mundo, para livrar o país das mazelas que tanto entravam o seu desenvolvimento. A liga de heróis é integrada por Assum Preto, Mani e o Visconde Quaresma.

A Bruzundanga de 2093 é o local perfeito para o encontro de vilões tão poderosos, míticos e improváveis que torna a tarefa de combate-los algo que beira a impossibilidade, principalmente quando entra em cena Fujoshi*, amada arquiinimiga de Quaresma.
(*Fujoshi - 腐女子 - alem de ser o nome do Nêmesis de Quaresma, é um termo difamatório japonês usado para identificar fãs de mangá. Fujoshi é o inimigo que Quaresma ama e odeia, tal qual faz Pagano que pratica sua Antropofagia à cultura Japonesa para obter o estilo Tupi-Pop, que caracteriza sua arte).

“Os Bruzundangas” escrito nos anos anteriores a morte de Lima Barreto, é uma sátira mordaz ao Brasil, que não estranhamente, continua válida e atual e por isso torna-se o ambiente perfeito para nossos heróis.

Aguarde, a HQ 'Os Heróis da Bruzundanga' tem previsão de lançamento para agosto de 2016.
SaveSave

quarta-feira, 19 de março de 2014

Uma nova forma de manter o corpo em forma - A Ginástica Primatológica

Luiz Pagano fazendo o abdominal invertido, movimento da Ginástica Primatológica, inspirado em macacos e no Ranxerox
Nos, seres humanos compartilhamos um ancestral comum com os macacos africanos modernos - às vezes invejamos nossos primos símios por causa de sua força, destreza e leveza. A maneira como eles balançam de galho em galho, entre as árvores, tão talentosos como ginastas olímpicos. Nós os invejamos porque encontram grande prazer em tais atividades e o simples ato de imitar seus gestos nos trazer grande prazer e diversão.

read this article in English

Foi pensando nisso que criei nos anos oitenta, as bases da Ginástica Primatológica, APE FIT, monkey fitness, ape academy, ou qualquer outro nome que venha a fazer sentido.

Me lembro de quando era estudante do ensino médio, para nos divertir, muitas vezes voltavamos para casa apostando corrida com amigos na postura de chimpanzés, imitando a forma que eles andavam, corriam e gesticulavam. Na época (anos 80) líamos as HQs de RanXerox, uma ficção científica sobre um monstro robótico, tipo Frankenstein, punk, futurista, criado pelos artistas italianos Stefano Tamburini e Tanino Liberatore. Nas cenas de fuga, Ranx corria imitando os gestos de um macaco e atingia enorme velocidade, eu ficava fascinado com isso.

Eis que surge a ginástica primatológica


O surgimento (tardio) da Ginástica Primatológica (APE FIT) era simplesmente inevitável. Mais cedo ou mais tarde, alguém iria criar tal serie de movimentos e iria estudar sua dinâmica e seus efeitos benéficos aos ser humano.

Anatomia Comparada - dos macacos e do homem, é incrível como podemos trabalhar os músculos mais inusitados durante as sessões de 'Ginástica Primatológica'
Temos muitas semelhanças com os macacos, fazemos alguns movimentos instintivos que eles fazem principalmente quando somos bebes.

Ninguém melhor que um brasileiro aficionado por condicionamento físico para estudar os macacos (auto-bullying - lol).
Anúncio do "Novo APE FIT RUNNER X2 - melhor maneira de descobrir a natureza" - (tanto a marca APE FIT como o aparelho APE FIT RUNNER X2 são fictícios, foram criados por Luiz Pagano apenas para ilustrar este artigo)

O mero reflexo de agarrar o dedo do pai é um dos muitos atos natos de um bebê. Coloque o seu dedo na palma da mão de um bebê, ele instintivamente vai apertar com seus pequenos e poderosos dedos. É importante ressaltar que, o aperto de mão de um recém-nascido é tão forte que ele pode facilmente suportar o seu próprio peso por alguns instantes.

Por que os bebes fazem isso? Porque essa é uma pratica instintiva de sobrevivência dos primatas.


Luiz Pagano - Criador da Ginastica Primatológica (Ape Fit)

Observe uma mãe macaca na natureza, logo ao nascer os pequenos símios se prendem à pelagem da mãe macaca que anda de lado a outro, levando sua cria. Os bebes que não se agarram às mães ficam soltos na relva e se tornam vitimas fáceis dos predadores.

Base de exercícios – A construção da força nas mãos

O fluxo da ginástica primatológica segue a seguinte ordem:

Os primatas devem primeiro aumentar as forças nas mãos e nas patas (pés), em seguida no antebraço e panturrilhas e por fim as ligações dos membros com o torso. Essa dinâmica teve que ser corrigidas para fazerem sentido na raça humana.

Exercícios Abdominais de cabeça para baixo - perfeito para oxigenar o cérebro e proporcionar um ângulo diferente para observar a natureza.
Uma vez que as modificações evolucionarias tiraram a característica prensil dos pés dos humanos, devemos compensar esta perda com fortes exercícios para os pés e as panturrilhas.

Nessa lógica sabemos que os músculos localizados nos antebraços controlam os dedos. O fechamento da mão é controlado por músculos flexores do antebraço, enquanto a abertura da mão é controlada pelos extensores do antebraço. Os exercícios devem ser desenhados para controlar ambos movimentos.


Ao construir sua força de mão, também se constrói e engrossa esses músculos, dando aos antebraços uma aparência forte e poderosa.

Se você não tem os extensores de braços apropriados, você pode fazer estes exercícios em escadas apoiando seu corpo sobre os corrimãos entre um salto e outro
Médicos teorizam que as mãos funcionam como ótimos coadjuvantes ao trabalho do coração - ao exercitarmos as mãos, bombeamos o sangue das extremidades, e melhoramos nossa circulação.


A principal forma de fortalecer as mãos é através de exercícios como a barra fixa e o ‘pulley’. Desenhados para enrijecer os enormes e fortes músculos das costas, estes exercicios confiam inteiramente os movimentos dos grandes músculos na mera capacidade de suas mãos em agüentarem tamanho peso.

esses extensores de braços foram baseados na peça de mão usada pelo ator britânico Andy Serkis, durante as filmagens de King Kong

Outra forma seria o de apertar os Crushing Grip, COC (Captain of Crush), uma pinça de musculador. Estes exercícios não são recomendados para as series de ginástica primatológica pois não trazem grande diversão.

A ginástica primatológica é um exercício para mente e corpo. Parte importante dos exercícios é o de se ter diversão com os movimentos, se a serie não te trouxer prazer, então está fazendo algo errado.


O macaco vê,o macaco faz
Para fazer o movimento do 'balanço entre galhos' corretamente, é muito importante que o braço solto faça um movimento de círculo completo, e atue como um pêndulo - assim, impulsiona o corpo para a frente - é preciso muita força e confiança na mão para fazer esse movimento.


A parte mais divertida desse movimento é o de balançar o corpo com o objetivo de colocar os calcanhares na barra da frente

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Políticos - Acabem com a corrupção e tenham uma vida mais feliz com mais votos

Enquanto a evolução natural do ser humano desacelerou evolução tecnológica está acelerando - tudo o que tem apelo de mercado recebe investimentos e prospera, enquanto os itens inúteis são meramente engavetados. Infelizmente, isso não aconteceu na política. No que diz respeito à administração pública, parece que nossos políticos não têm a menor idéia de como evoluir e continuam a agir como nos tempos da Grécia e Roma Antiga.
Aqui em São Paulo estamos vivendo uma situação curiosa, após os aumentos do IPTU (imposto predial) barrados por decisões judiciais, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT) ainda quer apelar em tribunal. Por outro lado, vemos um estudo realizado pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo), que mostrou que o prejuízo econômico e social causado pela corrupção no Brasil chega a R $ 69 bilhões de dólares por ano.

Será que o prefeito Haddad não percebe que, em vez de decidir pelo aumento do IPTU, ele deve combater a corrupção?

Além de ter mais dinheiro nos cofres públicos, o prefeito seria aplaudido por fazer algo que ninguém fez e certamente seria reeleito com o maior índice de aprovação já visto.

Nós todos sabemos que cidades como Rio de Janeiro, Recife, São Paulo estão cheias de carros, com pouco ou nenhum investimento em transporte público por causa da relação suspeita de empresas automotivas e governos. Nós todos sabemos que os municípios permitem o surgimento de favelas porque os políticos corruptos fizeram vista grossa à posse irregular e construção de casas em troca de votos. Tudo isso tem que parar.


Recentemente eu estive na Dinamarca, (eu senti inveja da porra!) antes de pousar no Aeroporto de Copenhagen, a Organização dos Países Desenvolvidos OCDE tinha acabado de declarar a Dinamarca como o lugar mais feliz do mundo. O país também está sendo consistentemente classificado o que tem zero corrupção ou o país menos corrupto do mundo. Enquanto o Brasil ocupa a 72 posição entre 178 países pesquisados​​.

O combate à corrupção tem sido uma prioridade para os países nórdicos e para a cooperação para o desenvolvimento internacional.

A mudança é necessária - políticos acreditem, esta será única maneira de ganhar os nossos votos de agora em diante.

Vamos entender o nosso inimigo

A corrupção política é o uso do poder por funcionários do governo para fins privados ilegítimos. Um ato ilegal por um funcionário público constitui corrupção política somente se o ato está diretamente relacionado às suas funções oficiais, é feito sob pretexto da lei ou envolve tráfico de influência.

Formas de corrupção variam, mas incluem o suborno, extorsão, favoritismo, nepotismo, clientelismo, barataria e peculato. Corrupção pode facilitar a organização criminosa, como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e tráfico de seres humanos, embora não se restringe a essas atividades. Eu prego a política de pós-escassez , mas antes mesmo de pensar em termos semi-ficcionais, precisamos moralizar o que já está indo muito mal.

Menos corrupção - mais felicidade

Se você estivesse vivendo em um lugar sem corrupção, você iria perceber que tudo funciona melhor, os impostos são canalizados para onde ele realmente deve ir. Você não precisa pagar um plano de saúde suplementar, porque o Estado já tem o plano perfeito. Você também não precisa pagar um plano de previdência complementar pelo mesmo motivo.

Sua cidadania aumenta porque além de você ser um homem melhor educado (o dinheiro realmente foi para a escola e educação), você iria perceber que as praças, ruas e avenidas são mais bonitas e funcionais, (o dinheiro que deveria ser usado para embelezar a praça não foi desviado) e você começa a sentir orgulho de pertencer a essa cidade. Devo observar que você deve ser um superior 'Paulistano', como eu sou, para se orgulhar de São Paulo na situação que está hoje.

Um relatório interessante feito por um ativista de reforma diz o que podemos fazer para inverter esta tendência:

1 - Primeira e básica diretiva - O dinheiro dos contribuintes não deve nunca ser usado para pagar benefícios individuais, é preciso estar ciente de que esta atitude é imoral e vergonhosa;
2 - O não pagamento de salários para cargos como vereadores, deputados estaduais e deputados federais;
3 - Total transparência nas contas de todas as atividades políticas através de sites da Internet, auditado por empresas imparciais;
4 - As audiências, licitações, votos e reuniões importantes devem ser transmitidas em tempo real por emissoras de TV públicas;
5 - O contribuinte deve ter os mesmos direitos e obrigações dos acionistas de uma sociedade anônima;
6 - O representante do povo deve agir como tal, dar todas as satisfações do que faz, mesmo quando não for solicitado a fazê-lo;

Menos criminosos - mais paz

Os nossos métodos atuais de lidar com criminosos não fizeram sociedade mais segura e livre de crime, pelo contrario, deixaram os problemas ainda piores.

Uma vez que terminamos com a corrupção, é muito mais fácil de re-socializar os criminosos (incluindo os políticos corruptos que foram presos). Em um sistema de justiça criminal livre de corrupção, o preso percebe que ele tem uma chance de ser realmente aceito na sociedade justa.

Um líder ativista de reforma do sistema prisional americano diz que podemos fazer para inverter esta tendência:

1 - Aprenda a reconhecer a influência do ódio socialmente sancionado;
2 - Faça das drogas um problema de saúde pública em vez de um problema de justiça criminal;
3 - Separar criminosos violentos e não violentos desde o início;
4 - Recuperar a compaixão e respeito por aqueles que nos fizeram mal;
5 - Permitir a transformação, não apenas reabilitação;
6 - Participe e apoie o movimento da justiça restaurativa;
7 - Tome a questão do crime e da punição pessoalmente;


Temos tudo o que precisamos para viver numa sociedade menos corrupta e mais feliz !!

Blemia Powered by Google

Google