domingo, 2 de janeiro de 2011

Sociedade Pós-Escassez (Post Scarcity Society)

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O problema de assistir a filmes de ficção científica é que, quando o filme termina você tem que voltar para a sua própria e não tão boa realidade. Nunca me canso de ouvir as citações memoráveis de filmes e as linhas de diálogo, de Star Trek por exemplo, quando dizem “vivemos em uma sociedade livre da pobreza”.
Me lembro especialmente desta fala de Star Trek The Next Generation, quando a conselheira, Deanna Troi tenta explicar a Samuel Clemens (Mark Twain):

Conselheira Troi: "A pobreza foi eliminada na Terra, há muito tempo. E um monte de outras coisas desapareceram com ela - desesperança, desespero, crueldade ... "
Mark Twain: "Minha jovem, eu venho de uma época na qual o homem sobe sobre as costas dos pobres para atingir o poder e a riqueza, onde o preconceito e a intolerância são uma constante e poder tem fim em si mesmo. E você está me dizendo que hoje em dia não é mais assim? "
Conselheira Troi: “Isso mesmo”.

Será que seremos capazes de dizer isso no futuro?

Talvez Anthony Giddens, o Barão Giddens (nascido em 18 de janeiro de 1938) nos ajude.

Giddens é um sociólogo britânico, conhecido pela sua teoria da estruturação e sua visão holística das sociedades modernas. Ele é considerado um dos colaboradores modernos mais importantes no campo da sociologia, autor de pelo menos 34 livros, publicados em pelo menos 29 idiomas. Barão Giddens, utiliza "pós-escassez" para se referir a um conjunto de tendências que ele vê nas modernas nações industrializadas, tais como um maior enfoque na "política da vida" e um foco na produtividade e na diminuição do crescimento econômico. Giddens reconhece que o termo também tem sido usado historicamente para designar o fim literal da escassez.

Post Scarcity ou pós-escassez descreve de uma forma hipotética a economia ou a sociedade, em que as coisas tais como bens, serviços e informações são grátis, ou praticamente de graça. Isso poderia ser possível devido a uma abundância de recursos fundamentais (matéria, energia e inteligência), em conjunto com sofisticados sistemas automatizados capazes de converter matérias-primas em produtos acabados, possibilitando que a fabricação de algo seja tão fácil como a duplicação de um software.

Mesmo sem a necessidade de novas tecnologias, podemos assumir que hoje já exista energia, matérias-primas e recursos biológicos da Terra o bastante para proporcionar vida confortável a cada pessoa na Terra. Mesmo que um sistema político ou econômico hipotético, que seja capaz de proporcionar uma distribuição igualitária dos bens,este não poderá ser chamado de "sociedade pós-escassez" a menos que a produção de bens seja suficientemente automatizada ao ponto em que praticamente nenhum trabalho seja necessário (embora assumimos que ainda haja muito trabalho criativo voluntário a ser feito, como escrever um romance, ou o desenvolvimento de um software open-source por um engenheiro). Esta é a diferença fundamental entre a visão pós-miséria mais comuns e outras visões utópicas.

Quando alcançarmos o status de uma Sociedade Pós-Escassez a raça humana acabará por perceber a louca extravagância de jogar fora um único item. (Leia também o meu artigo http://blemya.blogspot.com/2007/09/globalizao-e-conscincia-coletiva.html

). A maneira como tratamos o nosso lixo diz muito sobre como estamos evoluindo.

Se queremos dar o próximo passo rumo a uma sociedade sem-lixo segue aqui algumas boas idéias a serem consideradas:

Carro movido a lixo - gasificação do plasma – o "Mr. Fusion"
igual ao do filme De volta para o futuro

Como Deanna Troy, o doutor Emmett Brown me impressionou muito no filme De volta para o futuro. Ele tranformou o Delorean para ser movido com lixo.

Hoje em dia, Jim Mason fez o mesmo.

Com qual tecnologia? – a gaseificação – ele usa lixo como combustível do seu Honda Accord 1989 ... ou biomassa, se você preferir. http://www.youtube.com/watch?v=3XPH3fV1Fd4&feature=related

O plasma, é muitas vezes referido como o "quarto estado da matéria", é o termo dado a um gás que se tornou ionizado. Um gás ionizado é aquele no qual os seus átomos gás perderam um ou mais elétrons, tornando-se eletricamente carregados. O sol e os relâmpagos são exemplos de plasma na natureza. O plasma feito pelo homem é obtido ao passar uma descarga elétrica num meio gasoso, ar ou oxigênio. A interação da descarga elétrica e no gás faz com que a temperatura do gás aumente significativamente, muitas vezes acima de 5.500 ° C (10,000 ° F), quase tão quente quanto a superfície do sol.

O que é o gaseificação a plasma?

A gaseificação é um processo que converte o carbono que contêm materiais, como carvão, coque de petróleo, resíduos sólidos urbanos, ou biomassa, em um gás de síntese (syngas), composta principalmente de monóxido de carbono e hidrogênio. Gasificação ocorre quando uma matéria prima contendo carbono é exposta a temperaturas elevadas e / ou alta pressão na presença de quantidades controladas de oxigênio.

Condado de St. Lucie, na Flórida (GeoPlasma)

O primeiro sistema de eliminação de resíduos à base de plasma nos EUA foi anunciada em 2006 no Condado de St. Lucie, na Flórida. O município afirmou que espera não só evitar o aterro mas ainda, reduzir a zero a sua deposição em aterro existente - 4,3 milhões de toneladas (3.900.000 t) de resíduos recolhidos desde 1978 - no prazo de 18 anos. A planta foi programada para entrar em operação em 2009. No entanto, não foi apresentada ainda a permissão para a construção. Os defensores do projeto anunciaram que a instalação produza 600 toneladas (540.000 kg) de entulho sólido de cerca de 3.000 toneladas (2,7 milhões kg) de lixo por dia a 5.500 ° C (9900 ° F). As incertezas que surgiram no entanto em relação à segurança dessas instalações. As ameaças públicas e ambientais dos incineradores juntamente com a incerteza da capacidade da comunidade de produzir quantidades tão grandes de resíduos GeoPlasma levaram a apresentar uma nova proposta de uma planta muito menor que é capaz de converter 200 toneladas (180 t) de resíduos por dia .

Do lixo para o mundo artístico

Como antigos alquimistas, podemos obter ouro a partir do lixo. Um homem está fazendo mais do que isso. Edouard Martinet (1963) é capaz de transformar montes de lixo repugnantes em obras de arte.

Martinet nasceu em Le Mans, França, onde estudou arte na ESAG de Paris e se formou em 1988. De 1992 a 1995 viveu em Charente antes de mudar-se para à sua localização atual em Rennes, onde leciona arte no L'Institut des Arts apliques. Ele faz uso de uma série de objetos metálicos comuns que poderiam ser considerados lixo, tais como máquinas de escrever antigas, as faróis de carros, panelas de cozinha enferrujadas, etc, para criar esculturas intrincadas e maravilhosas.

Desafie a sua criatividade

Baseado na arte de Edouard Martinet tente criar um sapo a partir de um guarda-chuva.

Eu fiz o meu com pedaços de um guarda-chuva e duas colheres. Dê uma olhada.

Boa Sorte


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A diferença entre um produto de fenomenal sucesso e um de trágico fracasso



O IPAD Apple, foi colocado nas lojas do mercado americano no ultimo dia 03 de abril. Um dos maiores “hypes” da história da tecnologia. O IPAD pode revolucionar o mercado de computação e mídia ou pode ser um fiasco.


Steve Jobs da Apple é conhecido por sua capacidade de fazer mágicas no departamento de novos gadgets, mas se o IPAD se transformar num um fiasco não será a primeira gafe da Apple. No ano 2000 a empresa lançou o Power Mac G4 Cube. Um pequeno cubo de 8 x 8 x 8 polegadas, suspenso em um gabinete acrílico (PMMA) de10 polegadas de altura, com um processador PowerPC G4 de 450 a 500 megahertz, e contava ainda com o não convencional slot-loading vertical, DVD-ROM ou CD- RW.


O objetivo da Apple com o cubo era posicioná-lo entre o iMac G3 e Power Mac G4. Apesar do seu design inovador, os críticos reclamaram que era muito caro. Seu preço inicial era US$ 200,00 maior que o Power Mac G4 da época (450 MHz, 64 MB de RAM, 20 GB de disco rígido) e não vinha com monitor, o que levou a queda nas vendas. Além disso, os primeiros Cubos eram acometidos de um problema de fabricação que fazia aparecer a linhas tênues no casco plástico transparente. O que foi considerado como prejudicial para a qualidade estética do computador. Quase uma década antes disso, a Apple lançou o Newton e o MessagePad. O MessagePad foi o precursor dos modernos PDAs e usava o sistema operacional do Apple Newton. As inovações foram feitas para tornar a vida dos consumidores mais fácil, no entanto, os usuários não se adaptaram por ser muito difícil de se usar. Desta forma a Apple desistiu deles em 1998.


Agora, ponha-se na pele de Steve Jobs. Você criou um novo produto brilhante, as pessoas são loucas por ele, você coloca-o no mercado e rapidamente se transforma num enorme sucesso. O primeiro mês é promissor, e então subitamente, as vendas começam a cair, e o produto transforma-se num fiasco. O que aconteceu?


O passo mais difícil é fazer a transição entre os visionários (early adopters) e pragmáticos (maioria inicial). Este é o abismo que Geoffrey Moore se refere no seu livro de 1991 " Crossing the Chasm “ (Atravessando o Abismo) ainda sem uma versão deste livro na língua portuguesa.


Geoffrey Moore apresentou a visão de que as empresas de sucesso eram aquelas que conseguiam diminuir o abismo entre os early adopters (primeiros adeptos) do produto e dos “early majority” (maioria inicial) adotando os seguintes passos: escolha de mercados-alvo, entendimento do conceito integral do produto, do posicionamento do produto, construção de estratégias de marketing e escolha dos canais de distribuição com preços adequados. Hoje, esses são elementos básicos na maioria das empresas.


O relatório do CPAS - (Comparative Practices Assessment Study - Estudo da Avaliação de Praticas Comparativas) de 2004, identificou que o ciclo de tempo médio para um novo produto é de apenas 104 semanas, mais baixo que as 181 semanas de 1995. Ao mesmo tempo, o ciclo para a nova linha de produtos caiu mais da metade, de 126 para 62 semanas do mesmo período. É fundamental que as organizações desenvolvam processos que permitam rápido alinhamento de esforços de desenvolvimento de produtos com a mudança de estratégia para ter o máximo de agilidade.


A criação de um repositório central de informações de planejamento de produto é o primeiro e fundamental passo a ser tomado. Esse repositório deve dar origem a "fonte única de fatos" para cada produto do portfólio e incluem as principais informações sobre:


* Adequação/alinhamento estratégico;

* Admiradores/apoiadores do produto e equipe;

* Objetivos e benefícios do produto;

* Fatores de risco;

* Status do ciclo de vida;

* Requisitos e recursos

* Cronograma do programa;

* Custos Orçados;

* Status e custos reais;


Estas informações devem estar disponíveis para toda a equipe multifuncional de produto, permitindo que as partes interessadas e de gestão possam visualizar as informações em todos os produtos. Este ponto de vista global permite vê-los com uma análise uniforme e objetiva da atratividade e desempenho do produto, permite também que tomem decisões estratégicas com base em boas informações.


O alinhamento estratégico deve ser considerado ao nível de cada produto e ao nível da carteira. Deve-se avaliar o risco individual do produto bem como o contexto de risco geral de portfólio, também dentro do posicionamento global da organização.

Sem estes tipos de soluções, as empresas que optam por adotar e priorizar projetos de desenvolvimento de novos produtos cegamente não terão como avaliar o desempenho. Pelo contrario, terão maiores custos de desenvolvimento, maior numero de produtos que não decolam e queda da rentabilidade. Assumir essa postura relaxada seguramente levará a condenação final.


Não há nenhum atalho para fazer de um produto o líder de mercado. No entanto, ainda é possível fazê-lo com paciência e determinação. Você deve identificar o seu cliente potencial, também identificar os principais detalhes sobre eles. E, finalmente, você deve saber se podem pagar e como pagarão por esse produto. Se seguiu corretamente estes passos, seu produto será certamente um sucesso de mercado.

Segue agora uma lista de alguns produtos de sucesso e outros não tão bem sucedidos:

Fusca – Bem sucedido


Lançado em 1938 foi o automóvel de design único mais vendido da história, e o primeiro carro a chegar a vinte milhões de unidades vendidas (21.529.464 unidades). O último sedan mexicano Clássico foi descontinuado em 2003.


Ford Edsel – Não decolou


A Ford introduziu o Edsel em 1957 depois de muita expectativa, os consumidores esperaram anos pelo carro que iria revolucionar o mercado. O que viram foi um veículo sem grandes novidades, como muitos outros Fords. A Ford vendeu apenas 63.110 modelos nos EUA no primeiro ano e 44.891 em 1959, quando a Companhia de Detroit resolveu tirar o carro do mercado, as perdas da Ford com o Edsel já acumulavam 350 milhões de dólares.


Coca-Cola - Bem sucedida


Coca-Cola é de fato a bebida não alcoólica de maior sucesso já lançada. A Coca-Cola utilizou algumas das técnicas de publicidade mais eficientes da história. Originalmente concebida como um remédio para curar doenças, tais como dispepsia, vício em morfina, e neurastenia, o refrigerante, desde então, tornou-se um sucesso de vendas em todo o mundo.


Pepsi Crystal - Não decolou


Em 1992, a Pepsi decidiu que precisava de um refrigerante cola transparente para ser colocada nas gôndolas ao lado dos produtos Standards. Eles introduziram a Pepsi Crystal como "uma alternativa de cola sem cafeína". Foi colocada no mercado apos testes que identificaram êxito e aguardaram os resultados.


A bebida, inicialmente vendeu bem, mas rapidamente começou a cair. A Pepsi tentou salvar a campanha pela mudança do contexto de bebida transparente (cristal) para bebida cítrica, mas claro que também fracassou e Pepsi Crystal foi descontinuada no ano seguinte, 1993. Sobreviveu um pouco mais de tempo na Europa, mas logo desapareceu.


Bic - Bem sucedida


Société Bic é uma empresa com sede em Clichy, na França, fundada em 1945, pelo barão Marcel. Bic vende cerca de 22 milhões de canetas e outros artigos de papelaria por dia.

Conhecida por fabricar produtos descartáveis, incluindo isqueiros, ímãs, canetas esferográficas, laminas de barbear descartáveis e produtos aquáticos. A caneta Bic, foi o primeiro produto da empresa e 50 anos depois ainda é sinônimo de caneta esferográfica.


Colgate Kitchen Entrees - Não decolou


Sem dúvida uma das extensões de marca mais bizarras de todos os tempos. Colgate decidiu usar seu nome em uma gama de produtos alimentares chamado Colgate Kitchen Entrees. Não precisa nem dizer que os produtos não decolaram e nunca deixou o solo Americano.


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sábado, 29 de maio de 2010

Taxis do Mundo



Uma matéria da revista Fortune de 2008 informava que a Goldman e Sachs havia contratado cerca de 300 funcionarios com MBA em 2007, e que no ano passado Merrill Lynch e Citibank estavam planejando contratar de 160 a 235 MBAs, respectivamente. Seria coincidência que estas mentes privilegiadas chegassem a Wall Street no exato momento que a maior das crises econômica começasse.

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Quer se informar sobre um bom investimento? Pergunte a um taxista. Investir na bolsa tem se mostrado um negocio difícil, a Standard & Poor’s 500 registra um retorno de 13% desde o inicio do ano 2000. Títulos velhos e monótonos apresentaram resultados mais empolgantes (o “Total Return Fund” da Pimco remunerou 46% no mesmo período), as commodities apresentaram o melhor retorno de todos (por exemplo, o barril de petróleo “crude” remunerou quase o triplo do que foi investido). Mas o melhor investimento de todos se deu junto aos taxistas de Nova York. O valor de uma licença de taxista pulou 179% somente nesta década, o “medallion” custava no mês passado US$ 760.000, desbancando todos os investimentos do período com exceção do investimento em ouro. Atingindo a assombrosa remuneração de 245%.

Você sabia que o investidor Bruce Koyner, era um taxista em Nova York até o dia que decidiu levantar um capital de US$ 3.000 no seu cartão de credito para multiplicá-lo em uma fortuna de muitos bilhões de dólares em operações de Forex, parece uma lenda urbana, mas é verdade.

Os taxistas são sem duvida as pessoas com as melhores informações que podemos contar, se estiverem de bom humor, claro. Eles com certeza darão as melhores informações sobre qualquer assunto, o melhor lugar para um solteirão encontrar uma bela parceira, os melhores lugares para dormir e comer, sem falar nas ultimas noticias sobre política.

A palavra em inglês para taxi “taxi cab” veio dos Taxímetros, inventados na Roma antiga. Era um mecanismo que girava em conexão com o eixo das carroças e soltava uma bolinha por vez, precisamente a cada distancia especifica. Ao final da viagem, o passageiro pagava pelo numero de bolinhas que haviam caído. O taxímetro moderno foi inventado pelo alemão Wilhelm Bruhn no ano de 1891, no seu Daimler Victoria – o primeiro taxi movido a gasolina e equipado com um taxímetro foi desenvolvido pela Gottlieb Daimler no ano de 1897. A palavra “Cab” (taxi em inglês) é uma abreviação de Cabriolet, um tipo de carroça puxada por cavalos. A palavra “taxi cab” é raramente usada na Grã Bretanha, a palavra “taximeter cab” foi abreviada simplesmente para “taxi” ou “cab”, e são usadas de forma separadas para identificar um tipo especifico de carro/serviço em detrimento de outro.

“Taxi” é uma palavra universal (palavras que são usadas em diversos países com o mesmo significado - tais como “hotel”, “sofá”) bem como o serviço, no entanto, cada cidade tem orgulho de seu próprio serviço de Taxi, normalmente fornecido por automóveis, mas que pode muitas vezes utilizar-se de veículos de tração humana (tal como o rickshaw), veículos de tração animal (como as carruagens) e até mesmo barcos (como os “water taxis” ou as gôndolas ). A seguir alguns dos mais extravagantes e belos taxis que podemos encontrar nas diversas cidades do mundo.

Tuc Tuc de Bangkok


Taxi de Barcelona


Taxi do Cairo


Taxi de Cingapura

Coco Taxi de Havana

Taxi de Pequim

Taxi de Madri

Taxi Conceito de Milão

Taxi de Nova York

Taxi de Nova Delhi

Taxi da Cidade do México

Taxi de Moscow

Taxi de Londres

Taxi de Lisboa

Taxi de Hong Kong

Taxi de Buenos Aires

Taxi do Rio de Janeiro

Taxi de Tóquio

Outro Taxi de Tóquio

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domingo, 31 de janeiro de 2010

NIMPS - Near Impossible Solutions (Soluções Quase Impossíveis)



Certa vez Walt Disney disse “é divertido fazer o impossível”. Agora mesmo, em todo mundo existem muitas pessoas se divertindo ao fazer o impossível, tentando (e ate mesmo conseguindo) resolver problemas tido como sem solução, construindo a ponte entre sonho e realidade. As rodovias Trans-Globais, robôs trabalhando como empregadas domesticas, próteses de membros amputados capazes de readquirir o sentido do tato são alguns dos artigos que você poderá encontrar em NIMPS. Com certeza você vai achar um conteúdo capaz de elevar o espírito, ampliar seus horizontes, e talvez até resolver seu problema quase impossível.

Saiba mais sobre os NIMPS – Soluções quase impossíveis (em inglês – brevemente em português)

sábado, 9 de janeiro de 2010

Estado de Arte no Empreendedorismo social para o Rio 2014 e 2016


A cidade do Rio de Janeiro foi eleita para receber os jogos olímpicos de 2016, tornando-se a primeira cidade da America do Sul a sediar o evento. Ruy César Miranda Reis, 63 anos, secretario especial para a copa do mundo em 2014 e para os jogos Olímpicos de 2016 espera 2 milhões de turistas e propôs investimento na ordem de 11,1 bilhões de dólares para preparação dos jogos. See this article in english O bilionário Eike Batista foi um dos responsáveis pela conquista do Rio de Janeiro. Fez da candidatura do Rio de Janeiro sua contenda pessoal ate que fizesse que o Brasil fosse o campeão de desenvolvimento em infra-estrutura. O grupo EBX Brasil AS o qual é dono fez uma doação de 323 milhões de reais para a campanha do Rio – quase um quarto dos 102 milhões de reais investidos pelo comitê Olímpico Brasileiro investiu na competição junto a quatro outros doadores da campanha. No entanto, até agora não vimos nenhuma iniciativa de empreendedorismo social que pudesse ajudar o Rio de Janeiro e o Brasil a usar desta grande oportunidade para combater a pobreza e alguns outros problemas sociais.


Um empreendedor social e aquele que reconhece um problema social a usa princípios de empreendedorismo para organizar, criar e administrar uma empreitada com o propósito de promover uma mudança cultural. Posto que o um empreendedor de negócios tipicamente mede performance em lucros e retorno, um empreendedor social mede sucesso em termos de impacto que causa na sociedade bem como em retorno financeiro. Yan Waligora, um estudante de arquitetura de 18 anos, questiona “e se parte deste investimento fosse usado para transformar as favelas no mais admirável complexo hoteleiro? – as pessoas poderiam andar com segurança pelas ruas; lojinhas locais poderiam vender suvenires típicos e as favelas teriam “puxadinhos” para receber ainda mais turistas, tudo isso com uma exclusiva vista para o atlântico, que é maravilhosa quando apreciada das favelas.



 Muitas das pessoas que habitam as favelas recebem baixos salários ou estão desempregadas, eles poderiam se transformar em pequenos empreendedores da noite para o dia e Waligora tem um plano para eles. Rio de Janeiro não é muito diferente da municipalidade de Valparaíso no Chile. Podemos traçar um paralelo entre Valparaíso e o Rio de Janeiro com sua arquitetura urbana improvisada cobrindo as montanhas e circundado o mar. A grande diferença é que os valparaisenses são conscientes do potencial na região, que conquistou o status de Patrimônio Cultural da Unesco com seu design urbano improvisado e arquitetura única. Com uma vista maravilhosa do Pacifico Valparaíso foi apelidada de “A Jóia do Pacifico”. Em 1996 World Monuments Fund (Fundo dos Monumentos Mundiais) declarou o atípico sistema de funiculares um dos 100 mais ameaçados tesouros históricos. Valparaíso também experimentou um muito bem sucedido plano piloto para prevenção de criminalidade. A municipalidade de Valparaíso promove a segurança e a boa conivência no centro histórico usando o conceito de vigilância participativa. Desta forma, turistas poderiam andar pelas ruas de forma segura. Ter orgulho do Rio de Janeiro pode ser difícil para aqueles que vivem na pobreza, cercados pela violência e numa das piores condições sociais do planeta. Uma vez vencida esta situação, temos um outro problema a resolver – não temos tempo e dinheiro para fazer isso. Talvez os Catadores de Lixo e a Tetra Pack possa ajudar A maior multinacional de processamento de alimentos e embalagens é uma empresa sueca fundada em 1951 na cidade de Lund, por Ruben Rausing. 

Plug in de água, luz e esgoto em postes instalados em lugares estratégicos

Tetra Pack também é a líder em reciclagem de seu próprio lixo. A unidade de Campinas recicla embalagens tetraédricas e o sub-produto resultante tem ampla aplicação na industria da construção. A embalagem feita basicamente de plástico e alumínio é reciclada através de um processo de secagem e moagem em uma maquina chamada “hidrapulper”, um tipo de batedeira gigante, e ai então extrusão e injeção em moldes. O resultado final é um material que pode ser usado para a produção de partes plásticas para pás, vassouras, coletores entre outros. Porem, o processo mais interessante é aquele que mói o plástico e o alumínio juntos e prensa tudo a temperaturas elevadas, transformando o material em uma placa similar ao compensado de madeira que pode ser usada como na manufatura de divisórias, moveis, artigos decorativos e telhas.



 A placa pode ser moldada em muitas formas diferentes e a expressiva relação custo-benefício pode ficar ainda melhor se contar com os patrocinadores. Fabricantes de tintas como a Suvinil poderiam estar no melhor lugar para serem vistas, fazendo com que as favelas sejam um bleo lugar para se olhar. Agora que já transformamos as favelas numa maravilha arquitetônica, segue uma outra opção extraída do artigo “Social Entrepreneur Branches Out with Tree House Community” deJennifer “se construir casas na arvore para viver soa como um absurdo, então investir numa comunidade inteira de casas na arvore geodésicas, eco-amistosas e auto-sustentadas na floresta da Califórnia deve ser a pior das loucuras. Dustin Feider – empreendedor social, Agente de mudanças profissional e fundador da O2 Treehouse – não poderia ser mais contraditório. Ainda quando era um garotinho, construindo fortes e subindo em arvores nas florestas do Wisconsin, Dustin nunca imaginou que seu amor juvenil por casas na arvore, seu sólido talento em carpintaria e paixão por sustentabilidade viria a culminar em uma carreira de empreitada social. Dustin é um campeão emergente da for “living architecture”, um movimento que liga arte, design e o uso de recursos naturais sustentáveis para construção residencial e comercial. Tudo o que construído pela O2 Treehouses é feito com materiais sustentáveis e são eco-amistosos. A visão de Dustin por mudar a forma que construímos está conquistando as pessoas por todo os EUA. Guiado pela Buckminster Fuller’s social entrepreneurship e 100 por cento por seu idealismo humanitário, Dustin baseia sua idéia na premissa que todo mundo deve curtir arquitetura e a natureza. Dustin está construindo uma comunidade inteira de casas em arvores verdes nas florestas de Redwood e Doug Firs na Califórnia...Nenhum furo é feito diretamente nas arvores, Dustin desenha as casas como retiros de fundo de quintal, cabinis de férias e resorts de eco-aventura. O processo de construção eco-amistoso protegem as arvores para que possam crescer sem restrições... enquanto Dustin repassa os últimos detalhes do projeto do projeto da Redwwod Tree, ele também trabalha em uma estrutura de bambu veneziano, que terá duas plataformas suspensas, uma passarela, um santuário de bambus e escadas de corda. Ele está pré-fabricando a estrutura nas dependências da Permacultre East House em Mar Vista, que tem longa tradição em aprimoramento de sustentabilidade e redução de dejetos. “saiba mais em Social Earth.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

História das Marcas


As marcas foram utilizadas pela primeira vez na historia antigo Egito como forma de identificar a propriedade e orgulho dos criadores, quem viveu naquela época saberia que o grande senhor Ti tinha o melhor gado devido a uma alimentação primorosa e grande cuidado que tinha com seus bois. É evidente que com grandes espaços abertos seu gado se misturaria com animais de outros criadores, dessa forma foi necessário desenvolver alguma forma de identificação. A partir de uma escavação realizada num antigo cemitério de animais da 26ª dinastia, acredita-se que uma forma de identificar um animal era marcar ou corroer seus chifres. Todavia, marcações de animais era comumente representada em tumbas Tebanas (Nebamun and Neferhotep) e também no papiro Varzy, marcações eram talvez as formas mais efetiva de identificação praticadas em grandes nações e templos.

Animais são marcados já há muito tempo; o termo “maverick” em inglês, “bezerro sem marca” era uma citação do rancheiro texano Samuel Augustus Maverick que, durante a guerra civil americana, percebeu que todos marcavam seu gado, e decidiu que os dele seriam identificados por não haverem nenhum tipo de marcação.

Marcações eram usadas também como forma de identificar prisioneiros como símbolo de desonra, a marca dos escravos. Todos as letras do alfabeto podem ser reproduzidas com ferro em brasa retorcida na configuração da letra “J”.

Bandeiras também eram tidas como uma forma de marca, o uso de bandeiras se espalhou pela Índia e China, onde certamente foram inventadas, até os vizinhos próximos como a Birmânia, Sião e sudeste da Ásia.

Os persas usaram a bandeira Drafsch e Kavian na época da dinastia aqueménida de 500-330aC. Depois disso usaram bandeiras com um aspecto um pouco diferente na era Sassânida (224-651). Que também era usada para representar o Estado Sassânida – Ērānshāhr, o “reino do Iran” – esta foi talves a primeira “bandeira nacional” do Iran.

Mas a primeira vez que as marcas foram usadas para identificar um produto manufaturado foi na antiga Roma.

Foram encontrados num deposito de materiais em Modena vasos, garrafas, tijolos e lamparinas a óleo, cada qual com o nome do artesão que a fez.

Firmalampen ou “lâmpadas firma” foi um dos primeiros produtos produzidos em massa nos tempos romanos (aproximadamente em 150 d.C.). Portavam claramente suas marcas gravadas na parte de baixo.

Foram achadas também diferentes marcas de Garum, ou liquamen, um tipo de condimento para peixe muito popular na sociedade da Roma Antiga (Também jarros de vinho com a denominação “vesuvinum”, um trocadilho de marketing para “vinho do Vesúvio” achados em Pompéia).

Existiu também as espadas do tipo escandinava (século XI). Uma das quais com cabo de bronze, ornada com base no imaginário de monstros (tal qual as pedras de runas) com uma marca (marca registrada) na lamina: “Kоваль Людота (Людоша )” (“Koval Ludota (Ludosha)” traduzidas como “O ferreiro Ludota (Ludosha)”. Esta era a mais antiga arma com marca em cirílico. A marca do primeiro ferreiro fabricante de espadas.

O uso de Brasões de famílias nos tempos medievais para distinguir uma família da outra, evidenciando suas características principais ainda hoje é uma forma de diferenciação de produtos (famílias) que teve início ao mesmo tempo no ocidente e também no Japão,eles aplicavam seus brasões na forma de Tsubas.

Os Tsubas - (鍔) eram proteções, normalmente de forma circular ou muitas vezes na forma de círculos achatados, das empunhaduras de espadas japonesas, os katanas e suas variações (tachi, wakizashi etc.). Os tsubas eram usados para prevenir que as mãos escorregassem para as laminas durante a perfuração ou o ataque frontal da espada do oponente.

Nicolas Appert ( 17 de novembro de 1749 – 3 de junho de 1841), nascido em Châlons en Cahmpagne foi o inventor da comida preservada pela supressão de ar. Appert, conhecido como o “pai dos enlatados” - father of canning era um confeiteiro.

A cervejaria britânica Bass & Company, alega que seu triangulo vermelho foi a primeira marca registrada do mundo. A Lyle’s Golden Syrup tem uma alegação parecida, a de ser a mais antiga marca da Grã-bretanha com a sua embalagem verde e dourada que se manteve inalterada desde 1885.

Estes são os antigos exemplos de “protomarcas” ou marcas que surgiram antes da revolução industrial e a produção em massa e subsequentemente o marketing de massa.

As marcas no campo do marketing de massa originaram-se no século 19 com o advento dos bens embalados. A industrialização trouxe a produção de diversos objetos do uso cotidiano, tais como o sabão, de comunidades locais para fabricas centralizadoras. Quando embarcava seus artigos, as fabricas literalmente imprimiam seu logo ou sua insígnia nos barris usados, extendendo o significado de marca para “trademark”.

Nos idos de 1900, James Walter Thompson publicou um artigo na forma de anuncio explicando o conceito de marca. Essa foi à primeira explanação comercial conhecida como branding. Companhias como a Coca-cola, IBM e Fiat logo adotaram seus “slogans”. Mascotes, e jingles publicitários que logo começaram a aparecer nos recém criados rádios e televisores.

No que se refere a Coca-cola ... profissionais de marketing costumam dizer que o mundo sofreu uma transformação a partir do momento em que a primeira garrafa de Coca-cola foi vendida na farmácia de Jacobs em Atlanta, Geórgia no dia 8 de maio de 1866. o nome e o produto por si só tem diversos significados para centenas de milhões de consumidores em todo o mundo. Os produtos da “Coca-cola” são servidos mais de 705 milhões de vezes todos os dias, matando a sede de consumidores em mais de 200 paises e territórios ao redor do globo.

Vejamos como a Coca-cola evoluiu desde aquele dia:

1886 - Vendas de Coca-Cola atingem a marca de nove drinks por dia. Dr. Pemberton vendeu 25 galões de xarope, embarcou em barris de madeira vermelhos. Desde então a cor vermelha está associada com a marca de refrigerante numero um no mundo.
1891 – O empresário de Atlanta na Geórgia, USA adquiriu os negócios da Coca-Cola. Pemberton se viu obrigado a vender pois, estava em péssimo estado de saúde e com dívidas. Ele investiu US$ 76,96 em propaganda, mas teve apenas US$ 50,00 em lucros. Candler pagou pela aquisição US$ 2.300,00. Em quatro anos, a campanha de merchandising de Candler fez com que o consumo de Coca-Cola expandisse para todos os estados americanos.
1893 – No mês de janeiro a “Coca-Cola” teve seu registro no escritório de patentes Americano.
1917 – 3 Milhões de garrafas de Coca-Cola vendidas por dia. “torna-se a marca registrada mais conhecida do mundo”.
1925 – 6 Milhões de garrafas de Coca-Cola vendidas por dia.
1927 – Primeiro spot de radio da Coca-Cola.
1929 – Coca-Cola agora é vendida nas “Vending Machines”.
1931 – Chega ao mercado a “Coke Santa” (referencia da Coca-Cola ao Papai Noel) como promoção de natal.
1934 – A Coca-Cola cria uma bandeja de serviço metálica com Johnny Weissmuller, campão olímpico de natação, e Maureen O’Sullivan, astro de cinema.
1940 – A Coca-Cola é engarrafada em mais de 40 países.
1950 – Começa a anunciar em televisão. Atualmente os anúncios de Coca-Cola são exibidos em 500 canais de televisão no mundo todo.
1971 – Ano de lançamento do tema "I'd like to Buy the World a Coke" – “Gostaria de pagar ao mundo uma Coca”.
1977 – A garrafa de Coca-Cola em seu formato peculiar é patenteado.
1982 – Introdução da Coca-Cola Diet.
1988 – A Coca-Cola torna-se a primeira operadora independente na União Soviética.
1993 – A venda de Coca-Cola ultrapassa a marca de 10 bilhões de caixas vendidas ao redor do mundo.
1993 – Lançamento do slogan “sempre Coca-Cola”
1995 – Coca-Cola foi consumida no Ônibus Espacial – é a terceira vez que bebem Coca-Cola no espaço e a primeira que bebem Diet Coke.
1996 – Jogos Olímpicos disputados em Atlanta, terra natal da Coca-Cola. Por mais de 65 anos, Coca-Cola patrocina os Jogos Olímpicos.
2002 – A plataforma de marketing “Welcome to the coke side of life” – bem-vindo ao lado Coca-Cola da vida – faz seu debut.
2005 – Coca-Cola a sua lata de Alumínio.
2008 – Coca-Cola celebra seus 80 anos de contínuo envolvimento com os Jogos Olímpicos – marca esta, não atingida por nenhum outro patrocinador.
Veja esta matéria em inglês

domingo, 21 de junho de 2009

Casas concebidas pela bio-engenharia (Bio-engeneered House - BEH)



Biomimética (de bios-vida e mimesis- imitação) conceito antigo que volta a ser considerado no pensamento cientifico que examina a natureza, seus modelos, sistemas processos e elementos- e os emula ou servem de inspiração para resolver problemas de sustentabilidade. Na literatura cientifica e técnica de engenharia, muitas vezes é usado o termo Biomimética para o processo de compreendimento e aplicação de princípios biológicos em designes humanos.

O centro Eastgate em Harare no Zimbábue, tem a melhor arquitetura no estilo verde e em adaptação ecológica. A maior central de lojas e escritórios comerciais do país é uma maravilha da arquitetura no que diz respeito ao uso de princípios biomiméticos. O edifício de estatura mediana, concebido pelo arquiteto Mick Pearce em trabalho conjunto com os engenheiros da Arup Associados, não tem um sistema de ar-condicionado convencional, e sim sistema de regulagem de base anual de infinitamente menor consumo de energia cujo design foi inspirado nos trabalho de maçons construtores zimbabueanos e nos auto-resfriados termiteiras africanas (ninhos de cupins terrestres)!

A camada de ar externa que e dragada pode ser tanto aquecida como resfriada pela massa da construção dependendo de que área está mais quente, se é o ar ou o edifício de concreto. Então o ar e ventilado para os andares do edifício e escritórios e só então são retirados por meios de chaminés no teto. O complexo compõem-se de dois edifícios, lado-a-lado separados por um espaço que é coberto por vidro e aberto às bisas locais.

O centro Eastgate usa menos de 10% da energia demandada por um edifício convencional do mesmo tamanho. Eficiência esta que atinge seu objetivo principal: os proprietários do Eastgate economizaram US$ 3.5 milhões só pelo fato de não ter que instalar um sistema de ar condicionado.

Imagine então se pudéssemos desenvolver uma forma de vida geneticmente modificada com o propósito de construir espaços residenciais, casas completamente adaptadas ao ambiente.

Mitchell Joachin dos laboratório do MIT lidera um time que está incumbido de desenhar uma casa-arvore. Não se trata de uma casa colocada em uma arvore, mas sim de uma arvore viva que será esculpida e transformada em uma casa. Obviamente uma casa que também é uma arvore terá sistemas radicalmente inovativos para todos os aspectos de vida. A água será gerada no telhado e circulará através da gravidade pela casa, onde será utilizada pelos moradores, filtrada no jardim e purificada em um lago onde bactérias, peixes e plantas farão a reciclagem dos dejetos.

Esta casa será completamente auto-suficiente, uma casa apropriadamente chamada de “Casa Tecno Gaia” ( Técnico-gaianismo é um morfema que faz uma fusão de duas palavras, “Técnico” de tecnológico e “Gaia” da filosofia de Gaia na qual a linha de ponta dos ambientalistas trabalham suas pesquisas, desenvolvimento e usando as recentes e futuras tecnologias para restaurar o ambiente do planeta terra. Tecno-gaianos argumentam que desenvolver tecnologia alternativa segura e limpa consiste na principal meta dos ambientalistas).

Com o advento das BEHs nos não nos preocuparemos mais com os preços dos matérias de construção; tudo o que teríamos que fazer seria comprar uma semente de BEH e deixá-la crescer. Obviamente em determinado estagio do crescimento, instruções genéticas seriam fornecidas para que parassem de crescer, amenos que queiram uma mansão.

Tenho certeza que veremos num futuro próximo, projetos como a “TERMITEIRA LIBÉLULA”, uma casa gigante construída por cupins de terra geneticamente modificados com 2 cm de comprimento chamados de Megatermites. Casas com sistema de refrigeração e oxigenação muitíssimo efetivos. As janelas serão feitas a partir do DNA alterado de suas asas resultando num vitral maravilhosamente concebido.

Moluscos gigantes darão existência às “CONCHAS ESPIRAIS CACO3” casas pré-fabricadas que tirarão vantagem do próprio sistema vascular como conduítes elétricos e tubulação de água. E a estrutura de madrepérola semi-transparente proporcionará um efeito de iluminação extraordinário durante os dias e a luminescência natural fornecerá uma luz natural e calma durante as noites.

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