sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Sistema de estradas Trans-Globais





Grandes projetos internacionais, como o Túnel do Canal europeu, o Canal de Suez, do Panamá, ou o oleoduto do Alasca representavam não apenas um grande esforço de engenharia, mas também uma questão diplomática grande e desafiadora para garantir que os custos e os benefícios pudessem ser divididos eqüitativamente. Além disso, um audacioso estudo geológico deve ser feito para assegurar que os túneis e pontes propostos sejam compatíveis com as placas tectônicas locais.






Imagine o planeta Terra num futuro não muito distante, no qual temos todo o planeta ligado por estradas, trens e sistema de transporte individuais de ar (saiba mais http://www.didik.com/highway). Você pode deixar Nova York dirigindo seu próprio carro e o destino final seria Paris. Uma das qualidades mais charmosas da ilha flutuante de Atlantis II, uma cidade Lilypad, é a estrada que leva até ela. Dirigindo na Rodovia EUA 235 do anel central de Miami até Mango Key em um dia ensolarado é uma experiência memorável ... especialmente se você dirigir um cabrio.

Cada uma dessas cidades flutuantes Lilypad (saber mais http://www.inhabitat.com/2008/06/16/lilypad-floating-cities-in-the-age-of-global-warming) são projetadas para manter aproximadamente cerca de 50.000 pessoas. Um misto de terreno paisagem feita pelo homem, com uma lagoa artificial e três cumes. Para dormir na primeira parte da viagem você pode ficar hospedado no Hilton submerso, a cerca de 360 quilômetros de Nova York.


O projeto da estrada Trans Global não está nem perto de acontecer tão cedo, mas há um grande valor em futuros projetos para a frente como a cidade Lilypad flutuante. Elas inspiram soluções criativas, que em algum momento, pode realmente oferecer uma solução real para as cidades super-povoadas, o problema da mudança climática. Geraria novos postos de trabalho, e o esforço para criar toda a tecnologia seria realmente útil para a colonização do nosso sistema solar.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Economia Evolucionária



Todo pescador no mercado de peixe de Tsukiji ( Tsukiji Shijo) em Tóquio, sabe que a luta até o topo, de uma forma não produtiva, é a pior coisa que se deve fazer para não ser comido.


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Portunus Trituberculatus, é o nome cientifico do caranguejo GAZAMI, um caranguejo japonês azul que é também a espécie mais amplamente consumida de caranguejo no mundo, mais de 300.000 toneladas é pega anualmente. O GAZAMI é o melhor exemplo de comportamento contraproducente da natureza. A falta de sucesso deste caranguejo é devido a uma atitude herdada, aparentemente egoísta.

O Gazami demonstra alguma inteligência e é capaz de se comunicar batendo ou acenando com as pinças. Eles estão conscientes sobre si mesmos e aos outros. É bem sabido que se você colocar um monte de caranguejos GAZAMI em um barril eles jamais conseguirão sair. Quando um se aproxima do topo do barril, aproximando-se à fuga, um dos outros caranguejos o alcança e o puxa de volta para baixo. Um outro um sobe, e também é puxado até que desça. Este processo continua e a única maneira de escapar do barril será quando este for vendido a alguém com intenções de almoço ou jantar.

Os mercados são os professores perfeitos não-tendenciosas de auto-reflexão e disciplina, tal qual a evolução. Estudando as atitudes de animais como este é que podemos compreender a nossa própria natureza e também aprender a mantermo-nos com nossas vidas sociais. Cupins em contrapartida estão a proliferar em todo o mundo, e diferentemente de caranguejos GAZAMI, eles são capazes de ajudar uns aos outros, parece que eles vivem com o lema "Crie mais prosperidade na vida dos outros e você deve experimentar mais prosperidade em sua própria vida".

David M. Raup, um biólogo da Universidade de Chicago, identifica em seu livro “Bad Genes or Bad Luck? - David M. Raup, Stephen Jay Gould” (Genes ruins ou má sorte?) - que tudo o que sabemos sobre extinção está errado. A tese principal do autor é que a extinção é um evento aleatório principalmente, devido a catástrofes e má sorte, e não relacionada ao próprio processo de evolução.

Há um capítulo interessante, mas ingênuo no livro sobre a relação de extinção para as indústrias. Raup argumenta que a maioria das empresas nos dias de hoje não existiam há 50 anos, e a causa do seu desaparecimento, fusão ou falência corresponde às causas de desaparecimento de espécies ou a transformação filogenética.

O autor traça paralelos entre os fatos, tais como, o nome dessas empresas que existem já a 50 crescem e encolhem, assim como espécies o fazem.

Ao se comparar a extinção de espécies antigas com velhas empresas alguns pontos entram em consideração:

1 - As espécies são temporárias, mas a energia que se manifesta em indivíduos e mercados continua além da compreensão gradual da ciência e da razão. A morte (Corporativa) não é nada, alem de uma oportunidade. Tempo não é senão uma tentativa arrogante de contemplar o desconhecido;

2 - As entidades individuais, enquanto suscetíveis a uma variedade de doenças, são mais inclinadas a sobreviver aos ataques com base na presunção de que um grupo grande está exposto e disponível a ser eliminado no primeiro ataque. Menos massa = Menor chance de possível extinção;

3 - A diversificação em vários mercados deve se provar uma estratégia confiável?

4 - Extinção teria aplicado sua carga em vários organismos, mas de alguma forma outros organismos foram autorizados sobreviver.

Economia evolucionária é uma escola heterodoxa do pensamento econômico que é inspirada pela biologia evolutiva. Muito parecida com o pensamento econômico dominante, salienta complexas interdependências, competição, crescimento, mudança estrutural e restrições de recursos.

Joseph Alois Schumpeter (08 de fevereiro de 1883 - 8 de Janeiro de 1950) foi um dos percussores da economia evolucionária, economista e cientista político nascido na Morávia, (na época Áustria-Hungria), hoje República Checa. Schumpeter escreveu "Theorie der wirtschaftlichen Entwicklung" traduzido como A Teoria do Desenvolvimento Econômico (Entwicklung também significa Evolution).

No livro de Schumpeter, ele propôs uma idéia radical para a época: A perspectiva evolutiva. Ele baseou sua teoria no pressuposto do equilíbrio macroeconômico habitual, que é algo como "o modo cotidiano de assuntos econômicos". Tanto na economia quanto na evolução emprega a noção de otimização, a otimização do lucro, de um negócio, ou otimização de espécies em relação ao o seu nicho ecológico.

Howard Aldrich, Geoffrey Hodgson, David Hull, Thorbjoern Knudsen, Joel Mokyr, Viktor Vanberg e outros argumentaram que os princípios gerais darwinianos de herança, variação e seleção deveriam ser aplicados a entidades sociais, bem como biológicas, apesar de importantes diferenças nos mecanismos detalhados e os processos envolvidos.

Talvez no futuro Inteligência Artificial e paleontologia trabalharão juntos em um modelo que simula a flutuação dos mercados comparando as empresas a animais extintos e vivos.

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Larry Page, Sergey Brin e o Dimetrodon - todos tem uma ferramenta nova empolgante 

Talvez o Google poderia basear sua estratégia em algoritmos usando como base os eventos que levam Dimetrodon a evoluir para mamíferos (a vela grande na parte de trás do Dimetrodon que deu origem às criaturas homeotérmicas podem ser comparados com os mecanismos de pesquisa do Google, e seu magnífico efeito na economia global). E assim, o Google pode traçar seu próximo passo uma estratégia de liderança ainda maior no futuro.

O Edward Wilson escreveu em 1978 "Human Nature" - Economia pode ser melhorada pela teoria darwiniana. Wilson defende que todas as ciências sociais dependem de modelos implícitos de genética. (Ele ganhou um Prêmio Pulitzer) Mesmo que tenha sido escrito em 1978, continua a proporcionar uma boa visão do muito que ainda é tido como verdadeiro sobre a biologia humana e da sociologia.

Ele afirmou que muitos comportamentos humanos tinham base genética, como o comportamento de cupins no interior de um cupinzeiro, uma idéia, em seguida, contestada por muitos cientistas sociais e pelos marxistas com a intenção de refazer a humanidade.

Hoje, os cupins são um dos grupos do mundo de insetos mais generalizados e bem sucedidos, com cerca de 2.300 espécies conhecidas, principalmente em ambientes tropicais, ocupados em mascar madeira ou outro tipo de fibra vegetal e é ajudado por protozoários a fazer sua digestão. Eles têm importantes funções ecológicas, ajudando a criar habitat, aumentar a fertilidade do solo, reciclar os nutrientes e servem de alimento para muitos predadores.



Em março de 2009 o Dr. George Poinar descobriu a primeira forma conhecida de mutualismo entre um inseto e um microorganismo ("mutualismo", tipo de relação simbiótica em que duas espécies ajudam-se uns aos outros) um cupim e um protozoário sepultadas em âmbar há 100 milhões de anos. Esse cupim em particular estava provavelmente voando ao redor, enquanto o acasalamento em um campo úmido, a floresta tropical úmida no que é hoje Mianmar durante o período Cretáceo Inferior.

Devemos tomar a vida social em uma colônia de cupins como modelo para a vida econômica de hoje, é perfeita. Os cupins agem em conjunto, simultaneamente, como um só corpo e cooperam na realização de todas as funções da comunidade. E se considerarmos que alguns cupins vivem juntos com pelo menos um milhão de outros, podemos facilmente compreender a importância de um sistema de comunicação que permite aos cupins estabelecer uma área de trabalho, se unir e juntar forças contra intrusos e gerenciar todas as outras necessidades da colônia em perfeita harmonia. Este sistema de comunicação é baseado na troca de sinais químicos, tais como cheiro ou de sabor.

Talvez esteja em nosso DNA a origem de nossa vida social, mas, uma vez que não seria apropriado para uma pessoa ser condicionada como cupins, nós não deveríamos nos surpreender se em algumas colônias, num futuro não muito distante, robôs com mentalidade de cupim robôs trabalhariam  na superfície da Lua ou de Marte.

Tenho certeza de que mais e mais viveremos sob o lema "Crie mais prosperidade na vida dos outros e você deverá experimentar mais prosperidade em sua própria vida". Na verdade eu acredito que essa atitude é mais como uma instrução genética do que um mandamento religioso.

domingo, 15 de abril de 2012

Brasília uma capital enorme construída da noite para o dia



Brasília, a terra prometida, é um dos raros casos em que um sonho se torna uma realidade baseada em premissas nas quais a fé parece ter sido a razão principal, e é transformada em um marco na história do urbanismo e uma obra-prima da arquitetura modernista. É a única cidade do mundo construída no século 20 que tem a condição de Património Mundial pela UNESCO em 1987.


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Normalmente, o local de nascimento de uma cidade é escolhido por seus primeiros habitantes que se instalaram ali por que ficava perto de um rio ou um lago, ou por ter várias vantagens relacionadas à topografia, geografia, clima, etc No caso de Brasília, o local foi escolhido, no meio de uma região de savana semi-desértica (Cerrado brasileiro) e só então foi construído o lago, o clima, e outras conveniências adequados para sustentar a vida humana.

As capitais do Brasil sempre tiveram problemas quanto à sua localização, a primeira em "Salvador da Bahia" 1536-1763 e, em seguida, Rio de Janeiro 1763-1960, ambas localizadas em locais estrategicamente vulneráveis. A idéia de mover sua capital para o interior maior foi considerada desde o tempo do Brasil colônia de Portugal e foi criada na Constituição Brasileira de 1891.

Uma das razões para a transferência era a condição enfermiça do Rio de Janeiro, mas foi eliminada com a erradicação da epidemia, durante o governo de Rodrigues Alves (1902-1906), que, aliás, melhorou a aparência de da cidade, levando ao seu desenvolvimento.

A outra razão foi a vulnerabilidade estratégica. A história registrou muitos ataques contra a cidade do Rio, começando com a sequência de ataques de conquistadores franceses que queriam se estabelecer lá pelo século XVI e a Revolta da Chibata, na qual simples marinheiros colocaram o governo do Marechal Hermes da Fonseca em xeque, forçando-o a fazer concessões desonrosas para evitar o bombardeio da cidade. Mais tarde, em 1904 "Guerra da Vacina" (a guerra da vacina), as revoltas de 1922, o golpe comunista em 1935 e o integralista "Putch" em 1938, em todos esses ataques tomou-se oportunidade da fragilidade do Rio de Janeiro, em termos de defesa.

O santo italiano Dom Bosco, o fundador da ordem salesiana teve um sonho em 1883 no qual ele descreveu uma cidade futurista de prosperidade e ordem, que viria a ser local de Brasília:

"Tra il grado 15 e il 20 grado vi era un seno assai lungo e assai largo que partiva di un punto che formava un lago. Allora una voce disse ripetutamente, quando si verrano a scavare le miniere nascoste in mezzo a questi monti di quel seno apparirà quila terra promessa fluente latte e miele, sarà una ricchezza inconcepibilie" (Memorie Biografiche, XVI, 385-394Entre os paralelos 15 e 20 graus, havia um leito muito largo e muito extenso, que partia de um ponto onde se formava um lago. Então uma voz disse repetidamente: "Quando escavarem as minas escondidas no meio destes montes, aparecerá aqui a Grande Civilização, a Terra Prometida, onde correrá leite e mel. Será uma riqueza inconcebível. E essas coisas acontecerão na terceira geração").

Em 12 de maio de 1892, o Marechal Floriano Peixoto considerou inevitável o cumprimento do terceiro artigo da Constituição de 1891, e imperiosamente determinou a mudança da capital da União, organizou uma exploração para determinar a região da futura capital. Eles escolheram o astrônomo brasileiro de origem belga Luiz Cruls, para liderar a expedição.

Composta por 22 homens, 206 caixotes e fardos (cerca de 10 toneladas), a Comissão chefiada por Cruls, em 9 de junho de 1892, partiu de trem do Rio de Janeiro para Uberaba (MG) ​​e de lá para o planalto central.

Em Pirenópolis, a 12 de Agosto, Cruls dividiu o pessoal em duas turmas, com o objetivo de percorrer o Planalto a ser explorado por dois caminhos diferentes. A primeira turma - chefiada por Cruls - seguiu diretamente para Formosa, aonde chegou a 23 de Agosto. A segunda, que passou por Corumbá, Santa Luzia (hoje Luziânia) e Mestre d’Armas, chegou a Formosa em 14 de Setembro. Ambas as turmas deviam determinar diariamente a hora e a latitude. Para tanto, deviam usar quaisquer fenômenos que pudessem servir para determinar a longitude, como os eclipses do primeiro satélite de Júpiter e as ocultações que deveriam ser observadas pelo menos em alguns pontos do itinerário.

Outro processo usado foi a determinação da longitude por distâncias lunares, quer pela passagem de Lua e/ou de uma estrela pelo mesmo vertical ou pela mesma altura, quer por diferenças de altura entre os dois astros.

Trabalho concluído, muita esperança de mudancistas e nada mais. Após o relatório da Comissão, convocada em seguida, Poli Coelho, o assunto ainda é tratado com lentidão pelo Congresso, que já leva mais de cinco anos, mas então é estabelecido um novo estudo de localização e agora é estabelecido um prazo máximo de sessenta dias para o início e três anos para a conclusão. É a Lei n º 1.803 aprovada em 05 de janeiro de 1953 que define estudos sobre a região do Planalto Central entre o Sul paralelos 15 º 30 'e 17 e os meridianos W.Gr.46 º 30' e 49 º 30 '- o chamado "retângulo do Congresso" (retângulo do Congresso) - visando a seleção da nova capital federal. No segundo artigo, que define:

"Em torno deste local será demarcado, respeitando ou não os limites naturais, uma área aproximada de 5.000 quilômetros quadrados, que deve conter na melhor forma, os requisitos para a constituição do Distrito Federal e será incorporado ao Patrimônio da União ".

Finalmente, em 15 de abril de 1955, a Comissão encarregada da Localização de Nova Capital compara vantagens e desvantagens das cinco áreas prioritárias para a construção da cidade. Eles escolhem o local do "Sítio Castanho", 25 quilômetros a sudoeste de Planaltina, e também definem o perímetro da área futuro Distrito Federal: cerca de 5850 quilômetros quadrados.

Em maio de 1955, o Marechal José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque (idealizador da construção da Academia Militar de "Agulhas Negras") finca uma cruz de madeira no ponto mais alto, considerado o marco fundamental da cidade. É a atual Praça do Cruzeiro  e a cruz original foi levada para a Catedral Metropolitana, onde está até hoje.

Agora é hora de construir o lago, o Lago Paranoá

Criado com o propósito de aumentar a umidade na sua vizinhança. Lago Paranoá é um lago artificial projetado em 1894 pela Missão Cruls e materializado com a construção da cidade durante a administração do presidente Kubitschek.

As águas represadas do Rio Paranoá formaram um lago com 48 quilômetros quadrados, profundidade máxima de 38 metros e cerca de 50 quilômetros de circunferência, com algumas praias artificiais, tais como "Prainha" e "Piscinão do Lago Norte". 

Um concurso foi criado para dar a oportunidade de um urbanista brasileiro a conceber Brasília, 5550 pessoas se inscreveram.

Lúcio Costa venceu o concurso e foi o principal urbanista em 1957, Oscar Niemeyer, um amigo próximo, foi o arquiteto-chefe da maioria dos edifícios públicos e Roberto Burle Marx foi o paisagista.

Foi Juscelino Kubitschek de Oliveira, nascido em 12 de setembro de 1902, conhecido também por sua sigla JK, um proeminente político brasileiro de origem cigana Checa, que teve a honra de ser o homem por trás da construção faraônica de Brasília.

Presidente do Brasil de 1956 a 1961. Ele nasceu em Diamantina, Minas Gerais, e morreu em 1976. Seu mandato foi marcado pela prosperidade econômica e estabilidade política.

Brasília foi construída no incrível prazo de 41 meses, de 1956 a 21 de abril de 1960, quando foi oficialmente inaugurada.

No extremo noroeste do Eixo Monumental estão o Distrito Federal e os edifícios municipais, enquanto no extremo sudeste, perto da costa central do Lago Paranoá, estão os edifícios executivo, judiciário e legislativo em torno da Praça dos Três Poderes, o coração conceitual da cidade.

Estas e outras grandes estruturas foram projetadas pelo arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer. Na Praça dos Três Poderes, ele criou como um ponto dramático o Palácio do Congresso, que é composto de cinco partes: as torres gêmeas administrativas ladeadas por um grande domo de concreto, branco (o Senado) e por um igualmente maciço prédio em forma de taça (a Câmara dos Deputados), que se juntam à cúpula por uma construção subjacente de teto plano.

Uma de anexos rebaixados flanqueiam a entrada em ambas as extremidades. Também na praça estão o envidraçado Palácio do Planalto abrigando os escritórios presidenciais e o Palácio do Supremo Tribunal Federal.

Mais ao leste, em um triângulo de terra que se projeta para dentro do lago, esta localizado o Palácio da Alvorada (a residência presidencial).

Entre os edifícios federais e cívicos no o Eixo Monumental está a Catedral de Brasília (Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida - a padroeira do Brasil), considerado por muitos como a melhor obra de Niemeyer. A estrutura de forma parabólica é caracterizada pelas seus 16 suportes graciosamente encurvados, que se juntam em um círculo de 35 metros acima do chão da nave; unindo os suportes existem paredes translúcidas de vidro colorido. A nave é acessada através de uma passagem subterrânea, em vez das portas convencionais.

Outros edifícios notáveis ​​são Palácio do Buriti, Palácio do Itamaraty, o Teatro Nacional, e várias embaixadas estrangeiras que incorporam criativamente características de sua arquitetura nacional. O renomado paisagista brasileiro Roberto Burle Marx projetou jardins modernistas para alguns dos principais edifícios.

Quanto custou a Brasília? Eugênio Gudin, ministro da Fazenda Café Filho de agosto de 1954 a abril de 1955, um inimigo político de JK e unanimidade intelectual, fez uma estimativa de 1,5 bilhão de dólares. Levou em conta apenas os gastos públicos, sem falar "no tremendo desperdício indireto com transportes, viagens para cá e para lá, dobradinhas, perda de tempo", escreveu o economista. Em m valores de hoje, aplicando-se apenas a correção monetária americana, a cifra seria equivalente a 19,5 bilhões de dólares. Com juros de 3% ao ano, padrão médio de taxação, chega-se a um valor atual de 83 bilhões de dólares.

O presidente Kubitschek, em entrevista citada no livro Quanto Custou Brasília, do jornalista Maurício Vaitsman, defendeu-se de modo populista, ao explicar por que emitira 134 milhões de cruzeiros em cinco anos de governo: "Isso quer dizer que toda aquela pletora de desenvolvimento representou, na realidade, o sacrifício de apenas 2 cruzeiros, em cinco anos, para cada brasileiro".

Apelou-se para a emissão de dinheiro, os tais 2 cruzeiros por cidadão, porque todas as outras formas de financiamento das obras não funcionaram, especialmente a venda de terrenos atrelada à chamada "Obrigação Brasília", anunciada como ótimo negócio que pouca gente quis. Os terrenos no Planalto Central viraram moeda fácil, promessa vã.

O montante gasto em Brasília nunca foi igualado, tome por exemplo Songdo International Business District (SIBD) Um centro urbano integrado de negócios de 1.500 acres (6 km ²) de terra recuperada ao longo do waterfront Incheon, a 40 milhas (65 km) a oeste de Seul, Coreia do Sul e ligado ao Aeroporto Internacional de Incheon por uma ponte rodoviária de 7,4 milhas (12,3 km) de concreto armado, denominada ponte Incheon. Junto com Yeongjong e Cheongna, é parte da Zona Económica Franca de Incheon.

O Distrito de Negócios Internacionais de Songdo contará ainda com a Ásia Trade Tower e a Torre Incheon. Escolas, hospitais, apartamentos, prédios de escritórios e instalações culturais serão construídas no distrito. Réplicas de marcos arquitetônicos, incluindo New York City Central Park e vias navegáveis ​​de Veneza, também serão incorporados. Este projeto de desenvolvimento de 10 anos é estimado para custar mais de US $ 40 bilhões.

O “The World or World Islands” um arquipélago artificial de várias pequenas ilhas construídas de forma a representar o mapa do mundo, localizadas a 4,0 km (2,5 milhas) ao largo da costa de Dubai, Emirados Árabes Unidos custará algo como 14 bilião de dólares.

A cidade foi aclamada pela forma que a arquitetura modernista foi aplicada em grande escala e por seu plano de cidade um tanto quanto utópica. Porem é criticada pelos mesmos motivos.

Após uma visita a Brasília, a escritora francêsa Simone de Beauvoir se queixou de que todas as "superquadras" exalavam o mesmo ar de monotonia elegante, outros observadores equiparam os grandes gramados abertos, praças e campos à terrenos baldios.

Como a cidade amadureceu, alguns destes parques ganharam adornos, e passaram a ter uma melhor paisagem, dando a alguns observadores uma sensação de espaço "humanizado".
Painéis do Aeroporto Internacional de Brasilia

Embora não seja totalmente bem sucedida, a "utopia brasileira" produziu uma cidade de qualidade de vida relativamente elevada, na qual os cidadãos vivem em áreas florestadas, com estruturas de desporto e lazer (as superquadras) ladeadas por pequenas áreas comerciais, livrarias e cafés, a cidade também é famosa por sua culinária e eficiência de trânsito.

Mesmo essas características positivas provocaram controvérsia, com o apelido de "ilha da fantasia", Brasília mostra o forte contraste entre as cidade de regiões vizinhas, marcadas pela pobreza e desorganização de suas cidades no estado de Goiás, e no entorno de Brasília.

Nada tem o apelo mais rápido do que as fantasias das pessoas sobre o futuro. Isto é o que você recebe quando os homens perfeitamente decentes, inteligentes e talentosos começam a pensar em termos de espaço, em vez de lugar e significados individuais em detrimento dos múltiplos. É o que você ganha quando projetam para as aspirações políticas, mais do que para as reais necessidades humanas. Você recebe milhas e milhas de construções de segunda, platônicas, infestadas com Volkswagens. Esta de certa forma, pode ser a última experiência de sua espécie. A aposta utópica pára por aqui.

- Robert Hughes, O Choque do episódio, Nova 4: Trouble in Utopia

Creio que Hughes está bastante equivocado, estive recentemente em Brasília e não vi Volks vagens em ruas semidesérticas, a natureza floresce em suas praças bem cuidadas e o numero de Porches e BMWs parece só aumentar.


Brasília ainda é mais fotogênica do que adequada aos passeios a pé, mas sem duvida inspira arquitetos, urbanistas e admiradores de ficção cientifica a criarem suas utopias. Sem duvida não será a ultima de sua espécie.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Criação do logo da campanha - Ame o Brasil - ♥ o [ < o > ]



Campanha lançada com o propósito de incentivar o publico jovem a ter mais amor pela pátria, mais respeito pelos valores nacionais, e identificar melhor o que difere a pátria brasileira de alguns de seus dirigentes que muitas vezes cometem equívocos e nos forçam a ter um sentimento negativo por tudo que diz respeito à cultura brasileira.

Segundo Roberto (sem sobrenome declarado) no portal Yahoo! Respotas ®  ao comentar sobre a pegunta “o que falta ao brasileiro é mais amor à pátria?”  “Em nosso país está havendo uma grande confusão: confunde-se pátria com as pessoas que a governam e aí fica difícil fazer uma declaração de amor a quem está nos traindo.
Pátria é o solo onde vivemos, a terra que foi nosso berço, aquele pedaço de chão com que temos intimidade. Pátria é como mãe; impossível não amá-la!
Querida Pátria, tão traída quanto nós, seu povo, que Deus te reserve um melhor destino, para que meus filhos e netos não precisem buscar cidadania em outras terras!”

Com base em argumento semelhante, criei em 2007 um logo para a proposta de Ame o Brasil, de forma que fosse fácil de o publico jovem se manifestar e reproduzir o logo.

A proposta inicial foi a de que este logo pudesse ser incluído em citações no Twiter, Orkut, Facebbok, etc.

Sua simplicidade fez com que sua reprodução aparecesse de forma sutil e inteligente, elegantemente colocado para representar a bandeira nacional seguida do ícone do coração, com base na campanha de Milton Glaser e Bobby Zarem para promover o turismo no Estado de Nova Iorque em meados dos anos 70.

A única forma da nação manifestar seu amor e através de seus habitantes, o povo brasileiro é a forma de o Brasil promover o seu amor próprio e defender-se de seus agressores, inspirando outras nações a crescerem em suas próprias maravilhas e se fortalecerem em suas culturas.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O fim da cultura de "nós pagamos, em muitos aspectos por nosso lixo"


Desde o início da era industrial compramos produtos embalados em seu próprio marketing, usamos o produto e jogamos fora a embalagem.



Nós pagamos pelo o produto e também pela publicidade das indústrias, interessadas em se diferenciarem de outros fabricantes. Essa embalagem, como bem sabemos, transforma-se em lixo no final do processo de consumo.

Com o aumento da população mundial, esse modelo “Marketing-embalagem-lixo” deve ser mudado imediatamente.

O A grande ilha de lixo do Pacifico (The Great Pacific Garbage Patch), descoberta no final de 1990 é certamente a prova de que, ao contrário de qualquer outro animal neste planeta, nós, seres-humanos, não somos capazes de lidar com o nosso próprio lixo.

Localizada na região central no norte do Oceano Pacífico, aproximadamente entre 135 ° W a 155 ° W e 35 ° N e 42 ° N, é uma área onde as correntes oceânicas concentram toda poluição marinha ao longo de muitos anos. Nela achamos todos os tipos de lixo, desde pias a sacos plásticos.

A grande ilha de lixo do Pacifico tem agora cerca de 1.760 mil quilômetros quadrados, área três vezes maior do que a península de Espanha Portugal.

Não é só no Pacífico que encontramos essa ilha de dejetos, encontramos também lixo nos oceanos de todo o planeta em cinco pontos principais, também chamados de “Five gyres” – os cinco turbilhões (veja http://5gyres.org/).

É importante que se diga, que um saco plástico leva cerca de 20 anos para se decompor, enquanto uma garrafa de plástico pode levar até 500 anos.

A pergunta que devemos fazer é - Quem é o responsável pela coleta deste lixo? A lógica responde a essa pergunta dizendo que "os resíduos devem ser recolhidos por quem o fez" - o biólogo norte-americano, Barry Commoner, uma vez propôs a sua quarta lei da ecologia, "Não existe almoço de graça". Tudo que produzimos e consumimos tem tanto um custo econômico quanto um custo para o meio ambiente.

O que escoa pelos nossos ralos e vai para os nossos aterros sanitários passa a afetar negativamente alguém ou algum lugar, em algum setor da natureza. Infelizmente, muitas vezes, por conta de nossa cultura de “jogar tudo fora” nos esquecemos desse fato. Como resultado, as comunidades que acabam por pagar o preço de nosso lixo são freqüentemente distantes no tempo e no espaço de quem os produziu.

A fim de tentar resolver este problema, o Conselho Canadense de Ministros para o Meio Ambiente lançou uma consulta sobre um plano de ação local de responsabilidade estendida por parte do produtor – EPR (em inglês - Extended Producer Responsibility). Este poderá incluir não só os custos de fabricação do produto e a redução da poluição decorrente do processo de fabricação, mas também as despesas de lidar com o lixo resultante após o consumo do produto.

A EPR poderá ser a ferramenta pela qual a responsabilidade de pagar por programas de reciclagem e lixo não será mais dos municípios e passará a ser das empresas que os produzem.

Como repercussão teremos um incentivo para os produtores de futuros resíduos desenvolverem projetos ambientalmente mais amigáveis. Por exemplo, desde a introdução de leis EPR no Japão e na Europa, fabricantes de eletrônicos reduziram o uso de plásticos em muitos aparelhos, conseqüentemente reduziram sua dificuldade de reciclagem.

Felizmente muitos países introduziram proibições aos sacos plásticos: Bélgica, Itália, Austrália, Bangladesh, Tailândia, África do Sul.

Um projeto denominado Projeto Kaisei ("planeta oceano" em japonês) foi lançado em 19 de março de 2009, com planos para uma fase inicial de estudos científicos dos detritos do plástico no turbilhão do Pacífico Norte e de viabilidade de tecnologia de recuperação e reciclagem. O objetivo é trazer a colaboração global da ciência, tecnologia e soluções, na tentativa de remoção dos resíduos flutuantes.

Como o mundo pode ajudar nesse esforço de limpeza? - Blemya acredita em uma solução simples porem, não fácil; os nomes impressos nas embalagens de plástico deverão pagar a conta, proporcionalmente à quantidade do material encontrado.

A fim de evitar novas ilhas de lixo plástico sobre os oceanos um novo plástico feito de algas está desenvolvimento, este poderá tornar-se a nova base para a indústria de embalagens.

Na Conferência Global de plásticos ambientais da SPE (www.sperecycling.org) em Atlanta em outubro de 2011, duas novas operações de reciclagem, foram iniciadas com o propósito de criarem um bio-plástico feito de algas. Os novos e sofisticados processos tem propósito de criarem matérias de reciclagem pós-consumo de ciclo fechado.

Para se certificar de que nossos esforços na limpeza dos oceanos, juntamente com as novas descobertas feitas pela bio-engenharia de materiais plásto-alginatos, Blemya viajou a frente no tempo e nos trouxe alguns artigos sobre os efeitos benéficos de nossas ações no presente:
Embalagem comestivel para peixes

- As vantagens deste novo material era óbvia, uma vez descartado este é facilmente reintegrado à natureza, e se acidentalmente acaba nas águas dos oceanos, será considerado comida de peixe, com um pequeno e calculado impacto ecológico.

- Infelizmente, o gosto de alguns produtos mudou um pouco, uma vez que entra em contato com o novo material, mas soluções simples como manter o alimento afastado da superfície da embalagem por uma fina camada de parafina resolveu o problema.

- Foi muito bem aceito pelas instituições ecológicas, ONGs, e mais importante, o consumidor.

- O uso de materiais de bio-engenharia possibilitou criar toda uma linha de embalagens, projetadas e programadas diretamente nos códigos genéticos, o resultado foi surpreendente.
Algumas marcas de leite optaram por usar uma embalagem feita com os genes da Caravela Portuguesa (Physalia physalis), claro que o nematocistos e os tentáculos foram suprimidos, e por mais estranho que possa parecer,  se tornou um grande sucesso de mercado, o consumidor paga até 30% a mais apenas para ter a nova embalagem na mesa para o café da manhã.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Blemya e a “Era da Super Coletividade”



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Por definição "A Internet" é um sistema global de interconexão, usamos computadores, celulares, televisão, etc., por meio de uma linguagem comum, (o padrão da Internet Protocol Suite TCP / IP) para conectar milhares de milhões de usuários no mundo inteiro.

Porem, muito antes do fenômeno da Internet, sempre estivemos conectados de alguma forma, nós nunca estivemos isolados.

Vou dar um exemplo, você já se perguntou por que em cada cidade deste planeta, há alguém usando camisetas com a mensagem “I (coração) alguma coisa"?

Tudo começou com uma campanha publicitária para promover o turismo na cidade e Estado de Nova York em meados da década de 1970. O logotipo da marca registrada aparece em lojas de souvenires e folhetos em todo o estado, alguns autorizados, outros não. Criado por Milton Glaser e Bobby Zarem, consiste na letra I, seguida por um símbolo vermelho do coração (♥) , com a letras maiúsculas N e Y, usando a fonte slab arredondada.

Desde 1979, muitas pessoas têm visto e copiado a camiseta original da campanha "I love NY" com pequenas modificações aqui e ali, variações diferentes da mesma camiseta.

Isto é o que vem sendo chamado de consciência coletiva, um termo cunhado pelo sociólogo francês Émile Durkheim (1858-1917) para se referir às crenças comuns e atitudes morais que funcionam como uma força unificadora dentro da sociedade globalizada.

Mas, por mais estranho que possa parecer, às vezes você vê um comportamento que se repete em diferentes lugares e em diferentes culturas, aparentemente sem qualquer forma de conexão entre eles, como se todos tirassem idéias, imagens e significados de uma fonte comum. Este "Reservatório Universal" é conhecido como o Inconsciente Coletivo proposto por Carl Gustav Jung.

O inconsciente coletivo é um termo da psicologia analítica que descreve a existência de um segundo sistema psíquico de natureza coletiva, universal e impessoal, que é idêntico em todos os indivíduos. Este inconsciente coletivo não se desenvolve individualmente, mas é herdado. É composto de formas pré-existentes, os arquétipos, que só podem tornar-se consciente em segundo plano e que dão forma definitiva a certos elementos psíquicos.

Como Jung, muitas outras pessoas e até civilizações inteiras acreditavam que nos poderíamos estar conectados a uma força universal e inexplicável, os gregos antigos acreditavam que antes de vir para a vida na Terra, todas as almas viviam em uma cidade-estado chamada Kallipolis (Platão - 428-348 aC - "a cidade de Kallipolis" e a sociedade perfeita mencionada em "A República"). Uma vez que esta alma decida que iria viver uma vida corpórea, elas escolhiam como suas vidas seriam sucedidas, em seguida, eles apresentam os seus planos para Láquesis, e ela iria oferecer a companhia obrigatória de um Daimon, um anjo da guarda, escolhidos pessoalmente por cada alma.

Em uma caverna escura cheia de cordas e fios multicoloridos de ouro que eram entoados com poder sentavam-se as Moiras, três irmãs, filhas de Zeus e da Titã chamada Témis.

Cloto, a que enrolava, Láquesis, a que agitava, e Átropos a inexorável, cada uma com um propósito e uma tarefa que nunca deveria acabar. Cloto a mais jovem das três, deveria sempre girar o fio da vida de sua roca em seu fuso, Ela é chamada no nono mês de gravidez quando a vida deve surgir.

Uma vez que uma vida nasce na Terra, a cidade perfeita é esquecida, mas às vezes elas ainda têm vislumbres de lá.

Láquesis, a irmã do meio, então pega o fio e as medidas, para que ela possa decidir, juntamente com a alma, quanto tempo ele ou ela viveria e como o fio de sua vida iria se emaranhar com os fios das pessoas que encontraria durante seu período de vida. Ártropos, a mais velha das três, era a cortadora do fio. Ela é responsável pela morte dessa alma na terra.

Era assim que os gregos antigos acreditavam que nós temos as opções de escolher o caminho o qual a nossa vida seria vivida na terra. Surpreendentemente semelhante às crenças de outra culturas, veja por exemplo, como espíritas brasileiros concebem-na.

O Espiritismo é baseado nos cinco livros da Codificação Espírita ditadas por espíritos a médiuns e escrito pelo educador francês Hypolite Léon Denizard Rivail sob o pseudônimo Allan Kardec.

Espíritas acreditam na possibilidade de comunicação entre inteligências incorpóreas (espíritos) e as pessoas viventes através da mediunidade, a capacidade que uma pessoa tem de ter o contato com os espíritos dos mortos, anjos, demônios ou outras entidades imateriais.

Kardec foi um professor com pouca formação científica (ele nunca havia freqüentado uma universidade), sendo assim ele decidiu fazer sua própria pesquisa. Não sendo um médium ele mesmo, costumava ir regularmente a sessões de espiritismo com uma lista de perguntas elaboradas por ele para perguntá-las aos espíritos. Logo a qualidade das comunicações com os espíritos, parecia melhorar. De acordo com os espíritos, nós encarnamos e reencarnamos muitas vezes, a cada vida evoluímos um pouco através da caridade e do amor (o Espiritismo ensina que sem caridade não há salvação).

Quando não estamos encarnados, esperamos em colônias como as vistas no best-seller "Nosso Lar", psicografado pelo médium espírita brasileiro Francisco Cândido Xavier.

“Nosso Lar” refere-se à dimensões diferentes das nossas e estabelece um continuum de energia-matéria-espírito, associada as sábias, justas e perfeitas leis que agem em diferentes níveis, desde a matéria como a conhecemos até o espírito mais etéreo e evoluído. "Nosso Lar" o romance foi ditado por um médico falecido brasileiro que adotou o nome fictício de "Andre Luiz". Apesar de competente e respeitado entre os outros quando vivos, e mesmo tendo ajudado inúmeras pessoas em sua clínica particular em vida, após a morte suas batalhas internas levaram a desperdiçar cerca de oito anos em zonas mais baixas de agonia e loucura.

A maioria das coisas que a humanidade cria aqui na Terra são cópia de algo que já existe nas quase 1.300 colônias perfeitas que circundam nosso planeta.

Espíritos são encorajados a escolher como (e quando) irão sofrer as consequências pelo mal que fizeram em vidas anteriores. Condições precárias, deficiência física ou mental ou até mesmo uma vida sem sorte devem-se às escolhas que um espírito faz antes de reencarnar.

No Espiritismo também temos uma relação obrigatória com um Guia Espiritual (como o Daimons na filosofia grega antiga), que vai estar conosco durante o período de vida que passamos na Terra.

Não importa se você acredita em uma dessas teorias ou não, os elementos comuns que nos levarão a uma civilização do tipo 1, 2 e 3 (ver http://blemya.blogspot.com/2009/02/o-futuro-de-nossa-civilizacao-em-tres.html ) estão aqui, não há escapatória, todos estamos conectados.

Após o advento da Internet no final dos anos 60, nos melhoramos enormemente nossas conexões rumo ao que deveria ser chamado de " A Super Coletividade ", a época em que mudamos dos esforços individuais para um poder coletivo global, a época em que teremos tolerância para com as diferenças e saberemos aproveitar a riqueza criada pela diversidade.
Blemya - a monstrinha da coletividade sem fricções

A mensagem principal deste blog (Blemya) encontra-se na crença de que "A Super Coletividade” composta por belos e fortes diferentes indivíduos permitirá alcançar melhores presente e futuro". A simpática personagem da monstra blemya é diretamente relacionada ao que vivemos hoje; No início, ela pode ser muito assustadora, mas se você puder vencer essa negativa rejeição à monstra da coletividade, você certamente irá amá-la.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Mas Afinal o que é Prospenomia e Pós Escassez

Cadernos universitários de Luiz Pagano nos quais ele conceitua (e desenha) as idéias da Prospenomia

Prospenomia é o estudo de sociedades prósperas, harmoniosas e equitativas, muitas vezes retratadas na ficção. Essas sociedades imaginadas na ficção podem representar modelos ideais ou aspiracionais de organização social, econômica e ambiental, onde os recursos são utilizados de forma sustentável e equitativa, e onde existe uma interconexão positiva entre os seres humanos e o meio ambiente. A prospenomia pode envolver a análise desses modelos ficcionais para extrair insights e inspiração para a construção de uma sociedade real mais justa e próspera.


Por outro lado, o conceito de Pós-escassez refere-se a um estágio futuro em que a escassez de recursos materiais não é mais uma preocupação predominante. Nesse estágio, a tecnologia avançada, a eficiência na produção e o uso sustentável dos recursos permitiriam a abundância de bens e serviços para todos, sem comprometer o meio ambiente ou esgotar os recursos naturais. A pós-escassez implica uma mudança fundamental na forma como a sociedade organiza e utiliza seus recursos, buscando alcançar um equilíbrio sustentável entre as necessidades humanas e a preservação do planeta.

Em 1986, eu tinha as inusitadas aulas de "Estudos de Problemas Brasileiros" que o meu mestre, Antonio Sérgio Pacheco Mercier ministrava. Mesmo sendo aos sábados, eu adorava ir às aulas, o Professor Mercier tinha o dom de cativar os alunos com suas narrativas envolventes, especialmente quando discutia assuntos como comércio internacional.

Suas aulas eram ricas, falava sobre alguma convenção em Luang Prapang, que inspirou amigo Gilberto Lacerda a adotar um novo destino turístico dos sonhos, ou o acordo internacional de direito marítimo assinado em Mondego Bay, na Jamaica, em 1982 - ele nos levava em viagem a essas locações incríveis.

O professor nos mostrava a importância desses eventos, bem como os prazeres de se exercer uma profissão que melhor se ajusta a seu espírito, conciliando o prazer das viagens a melhoria das relações humanas no planeta. 

Mas foi durante uma conversa sobre possíveis temas para minha monografia que o Professor Mercier verdadeiramente me inspirou. 

Compartilhei com ele minha ideia supostamente "revolucionária" de aplicar conceitos de ficção científica à economia e administração pública, uma abordagem que chamei de #prospenomics 

Acreditava (e ainda acredito) que assim como a ficção científica de Júlio Verne inspirou Santos=Dumont em múltiplos de seus inventos, poderíamos também usar a sociedade de pós-escassez de Gene Roddenberry de Star Trek para servir de inspiração à novas abordagens na economia e administração pública.

A princípio o Professor Mercier se interessou pelo argumento, más ao ouvir atentamente minhas explicações disse que minhas ideias “ainda estavam em sua infância” e que “havia pouca aplicabilidade com a realidade”, :( No entanto, me encorajou a estudar mais sobre o assunto e a explorar melhor essas ideias. 

Mesmo me sentido um pouco frustrado por estar tão longe de um argumento viável, com sua orientação cuidadosa e críticas construtivas, embarquei em uma jornada de pesquisa e reflexão que ampliou meus horizontes acadêmicos e profissionais, realizando feitos que jamais havia sonhado em realizar. 

O Fim do Trabalo para Ganhar a Vida e o Iníco do Trabalho pelos seus Tlaentos

À medida que nos movemos em direção a um futuro onde as noções tradicionais de escassez e trabalho estão sendo questionadas, surge a necessidade de explorar novas abordagens para a organização da sociedade e da economia. Neste contexto, ferramentas digitais como o LinkedIn têm desempenhado um papel significativo ao facilitar a conexão entre pessoas e oportunidades de trabalho, com o objetivo de permitir que os indivíduos trabalhem com base em seus talentos e paixões, em vez de apenas para sustentar suas necessidades básicas.

O LinkedIn, uma plataforma de rede profissional amplamente utilizada, tem como propósito principal conectar profissionais de diversas áreas, permitindo que compartilhem experiências, habilidades e oportunidades de trabalho. Ao fornecer um espaço onde os usuários podem destacar suas habilidades e experiências, o LinkedIn promove um ambiente onde os talentos individuais podem ser reconhecidos e valorizados, independentemente de sua formação acadêmica ou experiência prévia.

A ideia subjacente ao uso do LinkedIn e de outras ferramentas semelhantes é a de que, ao criar oportunidades para que as pessoas trabalhem com base em seus talentos e interesses, em vez de apenas para ganhar a vida, é possível promover uma sociedade mais criativa, produtiva e satisfatória para todos os seus membros. Essa abordagem, conhecida como "trabalhar pelo talento", visa maximizar o potencial de cada indivíduo, incentivando a expressão criativa, a inovação e o crescimento pessoal e profissional.


Partindo do pressuposto de que cada pessoa é a melhor do mundo em um determinado assunto, sites sociais de negócios mundiais como o LinkedIn são ferramentas perfeitas para localizar e contratar os melhores profissionais, nas mais adequadas posições possíveis.

Mais do que permitir que usuários registrados possam manter uma lista de contatos com informações de pessoas que eles conheçam e confiam no seu ambiente de negócios, o software de recolocação profissional irá analisar as habilidades do candidato para criar uma GRePS - Graphic Representation of Professional Skills (Representação Gráfica da Qualificação Profissional).


Como impressões digitais os GRePS são únicos e permitem que o candidato experimente a chamada plenitude profissional.


Vamos ver como vai funcionar:


Sr. Miyamoto Shintaro vive em Tóquio e está atualmente à procura de um emprego. Sua experiência abrange gestão departamento de Recursos Humanos, recrutamento, treinamento e supervisão das equipes de Alimentos & Bebidas, bem como a criação de material de apoio. Sistemas de atualização (Micros, websites) também faz parte de sua rotina. Ele fala Japonês, Inglês e Italiano.


Ele mantém seu perfil no Linkedin perfeitamente atualizado. O programa GRePS gera uma chave específica que corresponde perfeitamente a uma posição aberta em uma empresa italiana.

Sr. Miyamoto fica muito animado com as perspectivas de trabalho em Roma, mas falta a ele o Programa de Intercâmbio Erasmus, curso exigido pelo contratante.

Ele imediatamente se inscreve no curso e depois de seis meses ele será "perfeitamente" qualificado para a posição.


Graças ao software GRePS o Sr. Miyamoto e muitos outros em todo o mundo irão encontrar o local perfeito, ajudando a sociedade da Terra para chegar a Era pós-escassez.

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